CONTRATO MILIONÁRIO

Concurso de R$ 10,9 milhões é travado pelo TCE após denúncia de irregularidades

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Uma parceria de quase R$ 11 milhões que previa atuação em praticamente toda a estrutura administrativa de Querência foi suspensa antes mesmo de sair do papel. O conselheiro Guilherme Maluf, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, determinou a paralisação imediata do Concurso de Projetos nº 001/2025 da Prefeitura, após identificar indícios de falhas graves no edital.

A medida atinge todos os atos relacionados ao procedimento, incluindo eventual homologação, assinatura de termo de parceria, empenhos e pagamentos, sob pena de multa diária de 10 UPFs/MT. A decisão foi publicada no Diário de Contas.

O certame previa a seleção de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) para atuar em áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, Administração, Agricultura, Obras, Saneamento, Turismo e Gabinete do Prefeito. O valor homologado era de R$ 10.987.395,48, em favor do Instituto Social Brasil Central, conforme registro no Portal da Transparência.

A suspensão foi provocada por uma Representação de Natureza Externa apresentada pela empresa Costa Brava Serviços Ltda., que apontou uma série de irregularidades no edital. Entre os problemas levantados estão a descrição genérica do objeto, ausência de metas e indicadores de desempenho, inexistência de planilhas de custos, falta de definição de valor máximo global e previsão de taxa administrativa de até 15%, considerada vedada pela legislação.

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Segundo a empresa denunciante, o modelo poderia abrir margem para terceirização ampla de mão de obra e execução de atividades rotineiras da administração pública, o que configuraria possível burla ao concurso público e desvio na finalidade das parcerias com Oscips.

Na análise preliminar, a área técnica do Tribunal confirmou a existência de falhas estruturais, como critérios de julgamento considerados genéricos, ausência de especificação técnica detalhada e falta de comprovação de verificações prévias obrigatórias sobre a entidade selecionada.

O conselheiro destacou ainda o impacto financeiro da medida. Para ele, o elevado montante envolvido, aliado à abrangência do objeto e ao caráter continuado das atividades previstas, poderia gerar despesas elevadas e de difícil reversão aos cofres públicos.

O prefeito Gilmar Reinoldo Wentz e a agente de contratação Kamila Vicente do Nascimento apresentaram justificativas ao Tribunal. Eles sustentaram que o procedimento possuía natureza de parceria de fomento, que não haveria substituição de servidores e que o edital estabelecia critérios objetivos de habilitação e análise técnica das propostas.

Apesar das alegações, o relator entendeu haver elementos suficientes para conceder tutela provisória de urgência e determinou a imediata suspensão do processo até julgamento definitivo do mérito.

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Pivetta rechaça “negociatas” e diz que pretende superar gestão de Mauro Mendes

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rechaçou, nesta quinta-feira (20), a atuação de políticos que realizam negociatas em Mato Grosso e destacou a importância do fazimento na gestão pública. A declaração foi feita durante debate na Aprosoja.

Ao realizar as considerações finais, Pivetta avaliou que Mato Grosso teve governos irresponsáveis e citou a importância de manter o desenvolvimento do estado.

“Chega de governos irresponsáveis e daqueles políticos tradicionais que sabem fazer negociatas. Venho de uma escola do fazimento e tenho orgulho de ter ajudado a construir MT desde o início. Nós queremos fazer MT cada vez mais forte, que continue no rumo certo. Podemos fazer mais e melhor do que foi feito até aqui. Me sinto capaz, com energia necessária e conhecimento”, disse.

A comparação com o antecessor

Além disso, o governador relatou que pretende realizar uma gestão administrativamente melhor em comparação à do antecessor, o ex-governador Mauro Mendes (União), e defendeu elevar gradualmente o nível administrativo.

O legado em Lucas do Rio VerdePor fim, Pivetta citou que Lucas do Rio Verde, cidade da qual foi prefeito por três mandatos, teve diversas melhorias durante sua gestão e destacou a otimização das gestões seguintes.

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“Estou ajudando a governar MT há sete anos e meio. Fizemos muito. O Mauro foi um grande governador, mas pretendo ser melhor que ele. É normal isso. Deixei Lucas do Rio Verde e, depois que saí de lá, os gestores que vieram foram melhores do que eu”, completou.

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