Falhas estruturais

Mauro Mendes chama administração pública de “Frankenstein” e critica distorções salariais

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), fez duras críticas ao modelo da administração pública brasileira ao comentar reportagem da Folha de S.Paulo que apontou grandes discrepâncias entre os salários de prefeitos e governadores no país. Para ele, o setor público é marcado por distorções e anomalias que resultam em situações “anacrônicas” e desfuncionais.

Mendes afirmou que a remuneração nunca foi motivação para exercer o cargo e destacou que mantém sua vida financeira a partir de atividades privadas. Segundo o governador, sua decisão de assumir a gestão estadual teve como objetivo mostrar que é possível administrar com foco em eficiência e resultados, independentemente do salário recebido.

Questionado sobre o caso específico citado na reportagem — que indicou que o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), teria vencimentos superiores aos do governador —, Mauro Mendes evitou entrar em polêmica. Ele afirmou não conhecer detalhadamente os dados e preferiu não comentar números ou responsabilidades sobre reajustes salariais em outros entes da federação.

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Apesar disso, o governador ampliou a crítica ao funcionamento do Estado brasileiro, afirmando que as desigualdades salariais são apenas um reflexo de problemas mais profundos. Para ele, há falhas estruturais recorrentes em diferentes níveis de governo que comprometem a lógica e a eficiência da máquina pública.

“Em todo lugar que você olha, existem disfunções de um modelo que deveria funcionar melhor. No final das contas, a administração pública acaba ficando cheia de ‘Frankensteins’”, concluiu Mauro Mendes, ao defender a necessidade de reformas para corrigir essas distorções.

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Política

Trump sobre Venezuela: “Nós iremos administrar o país”; assista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (3/1) que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro até a transição do governo. O republicano deu a declaração durante coletiva, que ocorre neste momento em Mar-a-Lago, sobre o ataque norte-americano ao território venezuelano.

“Hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, através de suas Forças Armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por terra e pelo mar foi usado para lançar um ataque espetacular. […] toda a capacidade militar venezuelana ficou sem poder”, declarou o norte-americano durante a coletiva.

O republicano prosseguiu: “Nós estamos lá [na Venezuela] e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição apropriada aconteça. Como todos sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido usado por muito tempo. Eles não estão retirando nada do que eles poderiam em comparação e o que poderia acontecer nesse país”.

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Na sequência, Trump justificou a permanência americana no país ao associar a intervenção à exploração dos recursos energéticos venezuelanos, especialmente o petróleo, que, segundo ele, teria sido apropriado de forma ilegal por governos anteriores e pelo regime de Maduro.

“Também conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para o solo americano porque eles retiraram isso, eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo com o respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um exílio socialista roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força”, disse.

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