MARIANA RAMOS

Canetas emagrecedoras e pancreatite: o que a ciência já sabe

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Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras passaram a fazer parte da rotina de muitos brasileiros. Medicamentos originalmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2 ganharam protagonismo também no manejo da obesidade, trazendo resultados expressivos na perda de peso e no controle metabólico. No entanto, junto com a popularização dessas medicações, surgiram dúvidas e preocupações, entre elas a possível relação com casos de pancreatite.

As canetas emagrecedoras mais conhecidas pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida e a tirzepatida, um agonista dual dos receptores de GIP e GLP-1. Esses medicamentos atuam mimetizando a ação de um hormônio intestinal que aumenta a saciedade, retarda o esvaziamento gástrico e estimula a secreção de insulina de forma dependente da glicose.

No caso da tirzepatida, há também a ativação do receptor de GIP, o que potencializa os efeitos metabólicos. O resultado é a redução do apetite, melhora do controle glicêmico e perda de peso significativa.

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode se manifestar de forma aguda ou crônica. Entre as causas mais comuns estão o consumo excessivo de álcool, cálculos biliares, níveis elevados de triglicerídeos e algumas condições metabólicas.

Em pacientes que apresentam perda de peso rápida e significativa, especialmente no contexto de tratamento da obesidade, a formação de cálculos biliares é considerada um dos principais fatores associados ao risco de desenvolvimento de pancreatite. Os sintomas costumam incluir dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e mal-estar geral, sendo uma condição que exige avaliação médica imediata.

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Desde o início do uso dos agonistas de GLP-1 e dos agonistas duais de incretinas, estudos clínicos e relatos de farmacovigilância passaram a investigar uma possível associação entre esses medicamentos e o risco de pancreatite. Em pesquisas iniciais, observou-se um pequeno número de casos relatados durante o tratamento. Isso gerou alerta e levou à inclusão de advertências em bula.

No entanto, análises mais amplas e revisões sistemáticas posteriores não demonstraram aumento significativo do risco de pancreatite na população geral que utiliza essas medicações quando comparada a outros grupos com características semelhantes.

É importante lembrar que pacientes com obesidade e diabetes já apresentam risco aumentado para doenças pancreáticas independentemente do uso dessas drogas. Além disso, a própria perda ponderal acelerada pode aumentar o risco de litíase biliar, atuando como fator confundidor na associação entre essas terapias e a pancreatite.

Ainda assim, a recomendação médica é clara. Pacientes com histórico prévio de pancreatite devem ter avaliação criteriosa antes de iniciar o tratamento. Durante o uso, qualquer sintoma sugestivo de inflamação pancreática deve ser prontamente investigado. A suspensão da medicação pode ser necessária até que o diagnóstico seja esclarecido.

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Outro ponto relevante é o uso indiscriminado e sem acompanhamento profissional. A automedicação, a aquisição irregular e a falta de avaliação clínica adequada aumentam riscos e dificultam o monitoramento de possíveis efeitos adversos. Essas medicações são seguras quando bem indicadas, na dose correta e com acompanhamento regular.

É fundamental compreender que nenhum medicamento é isento de efeitos colaterais. O papel do endocrinologista é avaliar riscos e benefícios de forma individualizada, considerando histórico clínico, exames laboratoriais e perfil metabólico de cada paciente. Quando bem prescritas, as canetas emagrecedoras representam um avanço importante no tratamento da obesidade, condição crônica que está associada a diversas complicações cardiovasculares e metabólicas.

A relação entre agonistas de GLP-1 e agonistas duais de incretinas e pancreatite continua sendo monitorada pela comunidade científica. Até o momento, as evidências apontam que o risco é baixo e que os benefícios superam os potenciais efeitos adversos na maioria dos pacientes adequadamente selecionados.

Informação de qualidade é a melhor ferramenta para combater o medo e a desinformação. O uso responsável, baseado em evidências científicas e com acompanhamento médico, é o caminho mais seguro para quem busca tratamento para obesidade e melhora da saúde metabólica.

Dra. Mariana Ramos é endocrinologista na Fetal Care, em Cuiabá-MT

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A Hora e a Vez de Otaviano Pivetta

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.

Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.

Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.

Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.

Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.

Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.

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O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.

Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.

Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.

Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.

Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.

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Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.

Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.

Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.

Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.

A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.

E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.

Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso

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