VALÉRIA LIMA

Mulheres afastadas por violência doméstica terão renda garantida pelo INSS

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Quando a violência doméstica obriga uma mulher a sair de casa, mudar de rotina ou se afastar do trabalho, a pergunta que surge não é jurídica, é concreta: como sobreviver sem renda?. Durante anos, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) previu o afastamento do local de trabalho como medida protetiva, mas deixou lacunas sobre quem pagaria essa conta e qual instância do Judiciário teria competência para decidir. Em dezembro de 2025, essa dúvida foi finalmente resolvida.

Ao julgar o Tema 1370 da Repercussão Geral, o Supremo Tribunal Federal pacificou o entendimento de que o afastamento da mulher vítima de violência doméstica deve ser acompanhado de garantia de renda, como condição para a efetividade da medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha.

O STF definiu que compete ao juízo criminal, responsável pela aplicação dessa legislação, determinar o afastamento do trabalho com manutenção da fonte de renda, ainda que o cumprimento financeiro recaia sobre o empregador ou o INSS. Com isso, afastou a exigência de que a mulher recorresse à Justiça Federal ou comprovasse incapacidade laboral para ter acesso à proteção.

Na prática, a decisão estabeleceu regras claras. Para mulheres com vínculo formal de trabalho, os primeiros 15 dias de afastamento devem ser pagos pelo empregador, conforme a Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei nº 8.213/1991).

Após esse período, o pagamento passa a ser responsabilidade do INSS, sem exigência de carência. Já nos casos em que não há vínculo de emprego, o benefício poderá ser custeado integralmente pelo INSS ou, quando inexistente a condição de segurada, assumir natureza assistencial, nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/1993).

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Essa mudança tem impacto direto em estados como Mato Grosso, onde os números revelam a urgência da medida. Em 2025, o estado registrou 52 feminicídios, o maior número dos últimos cinco anos, segundo dados do Observatório Caliandra do Ministério Público. Apenas sete das vítimas possuíam medida protetiva ativa no momento do crime, o que evidencia que a proteção formal, isoladamente, não tem sido suficiente.

Ao mesmo tempo, Mato Grosso contabilizou mais de 10,5 mil medidas protetivas expedidas apenas até agosto de 2025. Dados da Polícia Civil indicam que mais de 17 mil mulheres estão atualmente protegidas por medidas de urgência no estado. Ainda assim, a dependência econômica segue sendo um dos principais fatores que dificultam o rompimento do ciclo de violência.

É nesse ponto que a decisão do STF se torna determinante. Ao garantir renda durante o afastamento, o Tribunal reconhece que a violência doméstica não é apenas um problema penal, mas também social, econômico e estrutural. A autonomia financeira passa a ser tratada como instrumento de proteção à vida, e não como benefício condicionado à formalidade do vínculo de trabalho.

Para as mulheres, a mudança significa previsibilidade e acesso real à medida protetiva. O afastamento deixa de ser simbólico e passa a ser viável, reduzindo a exposição ao agressor e ampliando as chances de reorganização da vida com segurança. Para aquelas que atuam na informalidade, no trabalho rural ou no cuidado doméstico, a decisão rompe uma exclusão histórica.

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Para advogados e advogadas que atuam na área, o julgamento do Tema 1370 redefine a prática profissional. A atuação passa a exigir conhecimento integrado entre Direito Penal, Previdenciário e Assistencial, além de atenção técnica à correta identificação da fonte pagadora, da natureza do benefício e da documentação necessária. O papel do profissional deixa de ser apenas reativo e passa a ser preventivo e orientador.

A pacificação promovida pelo STF não encerra o problema da violência doméstica, mas remove um dos obstáculos mais cruéis enfrentados pelas vítimas: a escolha forçada entre segurança e sustento. A lei continua sendo aprimorada, porém a sua efetividade depende de aplicação correta e de orientação qualificada.

Nesse contexto, a atuação de advogados e advogadas nessa área ganha relevância especial. A escuta, a leitura da realidade local e o compromisso com a informação de qualidade são diferenciais essenciais para garantir que os direitos não fiquem apenas no papel. Tornar a lei compreensível, acessível e aplicável também é parte do enfrentamento à violência.

Valéria Lima, advogada especialista em Direito Previdenciário, Regime Geral (iniciativa privada) e Próprio (servidores públicos), MBA em Gestão de Pessoas e membro do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP)

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A Hora e a Vez de Otaviano Pivetta

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.

Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.

Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.

Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.

Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.

Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.

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O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.

Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.

Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.

Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.

Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.

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Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.

Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.

Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.

Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.

A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.

E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.

Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso

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