Lucas Costa Bebber
Fim da Moratória da Soja comprova que o Brasil tem leis e regras
Nas últimas semanas, a Moratória da Soja voltou ao centro do debate com a decisão de grandes tradings agrícolas de deixar este acordo privado e desleal, que buscava estar acima da legislação nacional.
A Moratória da Soja nasceu como um compromisso voluntário entre empresas e organizações, com um recorte temporal e territorial próprio. Não foi aprovada pelo Congresso Nacional, não passou pelo processo legislativo, não foi submetida ao controle público típico das políticas de Estado e não ofereceu as garantias institucionais que a Constituição exige quando regras gerais afetam direitos, mercados, cadeias produtivas e o desenvolvimento regional.
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu a eficácia da Lei nº 12.709/2024 — e, consequentemente, o restabelecimento da norma estadual sobre incentivos fiscais no Mato Grosso, representou um importante reforço à segurança jurídica, à livre iniciativa e à soberania dos produtores rurais. Ao mesmo tempo, é importante destacar a decisão do Cade, que identificou indícios de cartel e uma potencial afronta à ordem econômica no contexto da Moratória.
São exemplos de que o Brasil não é um país sem regras. Nosso país tem um arcabouço ambiental robusto, com previsão constitucional e instrumentos legais e administrativos que, quando aplicados com rigor, são suficientes para impedir que a soja brasileira esteja ligada ao desmatamento ilegal.
O Código Florestal estabelece percentuais de preservação, define áreas de proteção permanente, impõe obrigações e cria ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural e os programas de regularização. O sistema de responsabilização existe nas esferas civil, administrativa e penal. E o país opera há anos com monitoramento público por satélite e fiscalização oficial.
Portanto, atribuir a queda do desmatamento na Amazônia a um único instrumento privado, como se tivesse atuado sozinho, é um erro de análise. A redução do desmatamento é um fenômeno multifatorial. Houve endurecimento regulatório, aumento de fiscalização, evolução tecnológica no monitoramento e construção de mecanismos de responsabilização.
Se um pacto entre privados passa a funcionar, na prática, como regra geral de mercado, aplicada de forma ampla e irrestrita, com efeitos econômicos e sociais comparáveis aos de uma política pública, cria-se um precedente perigoso: o de que normas privadas podem substituir o papel do Legislativo e do Estado.
Se aceitarmos que acordos privados podem impor restrições acima da legislação nacional para toda uma cadeia produtiva, o Congresso Nacional vira figurante. A democracia perde substância. O equilíbrio entre os Poderes se fragiliza.
Há também um aspecto concorrencial que não pode ser ignorado. Quando empresas com enorme participação no mercado comprador adotam, de modo padronizado, o mesmo filtro e os mesmos critérios para aquisição, o debate deixa de ser apenas ambiental. Passa a envolver livre concorrência, acesso a mercado, assimetria de poder econômico e risco de coordenação que, em qualquer país sério, precisa ser analisado com rigor. O Brasil tem autoridade de defesa da concorrência justamente para evitar que práticas privadas, mesmo quando bem-intencionadas em discurso, gerem efeitos anticoncorrenciais.
Outro ponto essencial é distinguir desmatamento ilegal de supressão legal, autorizada pelo poder público dentro dos limites do Código Florestal. A ilegalidade deve ser reprimida. Legalidade deve ser tratada com previsibilidade. É assim que sociedades maduras funcionam.
E existe ainda a dimensão internacional, que muitas vezes aparece em linguagem elegante, mas tem conteúdo econômico duro: barreiras comerciais e protecionismo. Em vários mercados, especialmente na Europa, há exigências formais e regras próprias de due diligence para commodities. O Brasil pode e deve atender a demandas legítimas de compradores, inclusive com rastreabilidade e segregação, desde que isso seja feito de forma transparente, com custo reconhecido e com prêmio para produto diferenciado.
O que não é razoável é transformar preferências de determinados compradores ou pressões externas em uma obrigação generalizada imposta de dentro para fora, como se fosse norma pública brasileira.
Nós representamos mais de 9 mil produtores em Mato Grosso. São famílias, empregos, municípios inteiros que dependem de previsibilidade, crédito, logística e mercado para continuar produzindo. Sustentabilidade, para nós, não é um slogan. É prática diária e responsabilidade de longo prazo. Mas a sustentabilidade precisa caminhar com legalidade, com instituições e soberania.
O caminho correto para o Brasil é fortalecer o cumprimento da lei, acelerar regularizações, aprimorar sistemas públicos, integrar dados, punir com rapidez quem desmata ilegalmente e dar segurança jurídica para quem produz dentro das regras.
Lucas Costa Bebber – Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT)
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.
Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.
Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.
Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.
Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.
Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.
O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.
Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.
Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.
Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.
Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.
Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.
Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.
Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.
Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.
A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.
Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.
E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.
Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso
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