NATASHA SLHESSARENKO

Mulheres na política

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A política ainda é um dos espaços onde o machismo estrutural se manifesta de forma mais explícita. Ele aparece não apenas na sub-representação de mulheres em cargos de poder, mas, sobretudo, nas práticas sistemáticas de deslegitimação, que configuram formas claras de violência política de gênero. Essa violência não se expressa apenas por agressões diretas, mas por estratégias contínuas que buscam minar trajetórias, decisões e a própria palavra das mulheres.

Quando uma mulher ocupa o espaço público, não é raro que precise explicar mais do que os homens. Explicar escolhas, caminhos, rupturas e contextos. Precisa provar, repetidas vezes, que está dizendo a verdade, que é capaz, que tem autonomia. Essa cobrança seletiva e desproporcional não é casual: trata-se de um mecanismo de controle que integra a violência política de gênero, cujo objetivo é constranger, desacreditar e limitar a atuação feminina na esfera pública.

Ao longo da história, mulheres que decidiram participar da política enfrentaram não apenas disputas eleitorais, mas narrativas construídas para fragilizá-las. Questionar sistematicamente a honestidade, a coerência ou a firmeza de uma mulher é uma estratégia antiga de silenciamento político. Enquanto isso, homens transitam entre decisões, acordos e mudanças de rota sem que sua credibilidade seja colocada sob suspeita, mesmo quando apresentam trajetórias semelhantes ou até mais curtas na vida pública.

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Um exemplo claro pode ser observado aqui mesmo em Mato Grosso, onde já tivemos um senador e um governador eleitos sem nunca terem ocupado anteriormente cargo eletivo. Em nenhum desses casos, sua legitimidade foi colocada em dúvida com base em gênero, tampouco foram alvo de campanhas sistemáticas de desqualificação pessoal. A ausência desse tipo de ataque evidencia como a violência política de gênero não se relaciona à experiência política em si, mas ao fato de quem ocupa o espaço ser uma mulher.

A violência política de gênero também se manifesta na tentativa de reescrever fatos, distorcer contextos e atribuir às mulheres responsabilidades que não lhes cabem. São práticas que buscam desacreditar para afastar, expor para constranger e desgastar para desestimular a participação política feminina. Não se trata de episódios isolados, mas de um padrão que compromete a democracia.

Ainda assim, mulheres seguem ocupando esse espaço. Não por concessão, mas por direito. Não por vaidade, mas por compromisso com a sociedade. A presença feminina na política amplia o debate público, fortalece a democracia e contribui para a construção de políticas públicas mais justas, humanas e inclusivas.

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Enfrentar o machismo e a violência política de gênero é parte fundamental desse caminho. Nomear essas práticas é um passo necessário para combatê-las. Negá-las ou neutralizá-las apenas perpetua desigualdades históricas. As mulheres não estão na política de passagem. Estão para permanecer, contribuir e transformar. E cada tentativa de deslegitimação apenas evidencia o quanto essa presença ainda incomoda,  e o quanto ela é indispensável para uma democracia plena.

Natasha Slhessarenko é médica há 35 anos em Mato Grosso e servidora pública.

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A Hora e a Vez de Otaviano Pivetta

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.

Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.

Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.

Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.

Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.

Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.

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O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.

Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.

Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.

Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.

Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.

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Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.

Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.

Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.

Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.

A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.

E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.

Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso

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