Andrea Maria Zattar

Os Jetsons, as plataformas digitais e a saúde do trabalhador

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Durante décadas, Os Jetsons apresentaram uma imagem otimista do futuro. A tecnologia surgia como sinônimo de conforto, eficiência e redução do esforço humano. Videochamadas, casas inteligentes, comandos por voz e trabalho mediado por máquinas compunham um cotidiano leve, organizado e aparentemente justo. O progresso parecia ter um destino claro: facilitar a vida das pessoas.

Mas havia um detalhe revelador. Bastava uma falha para George Jetson ouvir o chefe gritar: “George, você precisa trabalhar mais rápido, ou não terá emprego!” Mesmo em um mundo automatizado, o trabalho já era atravessado pela ameaça da dispensa.

Nesse ponto, o desenho foi quase profético.

Muitas das tecnologias imaginadas se tornaram realidade. Plataformas digitais, inteligência artificial, automação, algoritmos e sistemas de gestão remota passaram a organizar grande parte da vida econômica e social.

O futuro chegou, mas não chegou para todos.

A tecnologia mudou a forma, não a lógica. A subordinação permanece, agora mediada por algoritmos. O futuro imaginado chegou sem o glamour das cidades suspensas ou carros voadores, mas com telas que tudo veem, métricas incessantes e automação do controle. Com elas, intensificaram-se novas formas de pressão e controle sobre o trabalho, com impactos diretos sobre a saúde do trabalhador.

Sessenta anos depois, a cena deixou de ser ficção. A diferença é que, agora, o chefe cabe no bolso. Ele se apresenta como algoritmo, painel de metas inalcançáveis e notificações constantes. A relação de trabalho passou a ser mediada por sistemas que monitoram, avaliam e cobram de forma permanente, sob o discurso da eficiência e da flexibilidade.

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A promessa de liberdade virou monitoramento contínuo. Relatórios automáticos, rastreamento em tempo real e metas dinâmicas dissolvem as fronteiras entre tempo de trabalho e tempo de descanso. O que antes era jornada delimitada converte-se em presença constante, ainda que invisível, mediada por sistemas que acompanham, registram e avaliam o trabalho em tempo real.

A organização do trabalho mediada por plataformas digitais passa a produzir efeitos que ultrapassam a esfera econômica e atingem diretamente a saúde do trabalhador.

Para os detentores do sistema, concentram-se dados, automação, escala e ganhos elevados. A simetria é desigual: a tecnologia serve à propriedade da plataforma, não ao trabalhador. Para quem executa o trabalho, restam quilômetros percorridos, pagamento fragmentado e exposição permanente ao risco. O motorista roda sem cessar para receber apenas uma fração do valor do serviço. O entregador enfrenta deslocamentos contínuos em ambientes adversos, tudo isso sob a narrativa de inovação e flexibilidade.

A tão sonhada tecnologia intensifica o trabalho braçal precarizado, com algoritmos que reduzem ganhos por “baixa performance” e ampliam os impactos sobre a saúde física e psíquica.

A Norma Regulamentadora nº 1 já reconhece que a proteção ao trabalhador não se limita a riscos físicos tradicionais, alcançando também os riscos psicossociais decorrentes da própria forma de organização do trabalho.

Ao exigir a identificação, avaliação e controle desses riscos, a norma impõe ao empregador o dever de reconhecer que metas abusivas, vigilância excessiva e gestão por pressão são fatores diretos de adoecimento. Ignorá-los, especialmente em ambientes mediados por tecnologia e algoritmos, não representa modernidade, mas violação normativa, com repercussões no campo da responsabilidade trabalhista e previdenciária.

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O chamado empregador-algoritmo não opera fora do Direito. A automação não suspende garantias constitucionais nem autoriza retrocessos sociais. Quando a produtividade é construída por meio de violência institucional, o adoecimento psíquico deixa de ser exceção e passa a gerar responsabilidade jurídica.

Os Jetsons imaginaram um futuro altamente tecnológico, mas já revelavam que o ambiente de trabalho continuaria atravessado por controle, pressão e medo. O que mudou não foi a essência da exploração, mas a sofisticação dos instrumentos.

Temos máquinas cada vez mais avançadas, plataformas eficientes e tecnologia em ascensão, mas falta humanidade na forma como o trabalho é organizado e gerido. Sem equilíbrio entre inovação e dignidade, seguiremos produzindo eficiência às custas da saúde de quem trabalha. Viveremos um futuro que, ao contrário do desenho, não tem nada de animado.

Andrea Maria Zattar, advogada trabalhista, previdenciarista, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – ABMCJ; membro efetivo da Comissão de Direito do Trabalho da OAB/MT, articulista e ativista em causas sociais.

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A Hora e a Vez de Otaviano Pivetta

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.

Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.

Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.

Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.

Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.

Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.

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O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.

Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.

Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.

Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.

Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.

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Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.

Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.

Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.

Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.

A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.

Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.

E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.

Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso

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