O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) apresentou requerimento nesta quarta-feira (11.04) à Presidência da República para que o governo federal libere, em caráter de urgência, R$ 1,2 bilhão para atender as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro e fazer obras para recuperar a cidade.
Freixo também pediu à Comissão de Orçamento o mesmo valor.
Na terça-feira (09.04), Freixo responsabilizou o imobilismo e incompetência da administração do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobre as consequências das fortes chuvas que atingiram o município na madrugada desta segunda-feira (8).
Freixo acusa a prefeitura de não ter investido em urbanização. “Em 2017, o orçamento era R$ 342 milhões, mas Crivella investiu apenas R$ 41 milhões. Em 2018, dos R$ 388 milhões, só R$ 125 milhões foram aplicados”, afirmou o deputado.
O deputado disse ainda que “não dá para chamar isso de fatalidade” e que, infelizmente, “mais uma vez, o descaso da prefeitura é pago com vidas”.
“Toda solidariedade às vítimas das chuvas no Rio. Tragédias se repetem e a prefeitura continua s/ investir em urbanização. Em 2017, o orçamento era R$ 342 milhões, mas Crivella investiu apenas R$ 41 milhões. Em 2018, dos R$ 388 milhões, só R$ 125 milhões foram aplicados.”
“Mais uma vez, o descaso da prefeitura é pago com vidas. Marcelo Crivella não investiu um centavo este ano em contenção de encostas e em obras de drenagem. Não dá para chamar isso de fatalidade.”
Imobilismo e incompetência
O Rio de Janeiro não gastou um centavo na manutenção da drenagem urbana da cidade e na contenção de encostas da execução orçamentária da prefeitura.
Durante todo o verão, a antiga Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), não autorizou (empenhou) novas despesas entre janeiro e o início de abril. Os R$ 8.297.106,09 pagos para as empreiteiras contratadas para os serviços de drenagem quitaram apenas faturas por serviços prestados principalmente no ano passado. O temporal que deixou três mortos na cidade é o terceiro registrado em 2019.
Em coletiva, na manhã desta terça-feira, o próprio prefeito reconheceu atraso, imprudência e falta de previsão diante do caos provocado pelo temporal.