NESTA SEXTA

Campeonato de “farmar aura” é realocado para a UFMT após veto de Abilio no Parque das Águas

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O primeiro campeonato de “farmar aura” de Cuiabá teve o local alterado e será realizado nesta sexta-feira (24), no estacionamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento, inicialmente marcado para o Parque das Águas, precisou ser realocado após veto da Prefeitura de Cuiabá.

A mudança foi anunciada pelo organizador, Cleo Astro, nas redes sociais. “Passando aqui para avisar, pessoal, que a nossa competição não vai acontecer no Parque das Águas, infelizmente, mas vai estar acontecendo aqui, no estacionamento da Universidade Federal do Mato Grosso”, comunicou.

Regras e programação

A concentração está marcada para as 18h. Quem quiser competir precisa chegar nesse horário para se inscrever na lista. Cada participante terá 60 segundos para se apresentar, valendo de tudo: dança, acrobacia, mortal, pose. A única regra é não atrapalhar o adversário durante a apresentação.

O público que for apenas assistir pode chegar a partir das 18h30. A organização pede que competidores levem familiares e amigos.

Veto da Prefeitura

O veto ao uso do Parque das Águas foi feito pelo prefeito Abilio Brunini (PL). Segundo ele, não houve pedido de autorização junto à Secretaria de Ordem Pública e faltou a indicação de responsável técnico, exigência para utilização de área pública. Abilio também afirmou que o evento não atende ao “interesse público”.

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O prefeito sugeriu que os organizadores alugassem um espaço particular para realizar a competição e criticou o tema do campeonato.

“Acho que essa ideia sempre tem, em cada período, em cada época tem uma coisa meio alucinógena para o pessoal da adolescência. Estranho encontrar pessoas adultas ainda com esses conceitos. Acredito que, no futuro, as pessoas que fazem parte dessa brincadeira vão sentir muita vergonha de ter participado disso numa época da sua vida”, disse.

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CIDADES

Famato orienta produtores sobre como agir e documentar prejuízos causados por incêndios

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Um incêndio em uma propriedade rural pode causar prejuízos de grandes proporções, comprometendo lavouras, pastagens, maquinários, cercas, benfeitorias e a cobertura vegetal utilizada na proteção do solo. Além dos danos econômicos e ambientais, as chamas representam um sério risco à vida de trabalhadores e equipes que atuam no combate ao fogo.

Diante desse cenário, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os produtores rurais sobre as medidas que devem ser adotadas tanto para garantir a segurança das pessoas quanto para reunir provas que possam ser utilizadas em eventuais procedimentos administrativos ou judiciais.

A primeira recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) ao identificar um foco de incêndio, além de comunicar os demais órgãos competentes quando necessário. O registro oficial da ocorrência pode ser essencial para comprovar os fatos em futuras investigações ou processos.

A Famato também orienta que os prejuízos sejam documentados por meio de fotografias, vídeos, imagens aéreas feitas por drones, registros com data e localização, além de laudos técnicos e documentos emitidos por órgãos públicos. Esse material ajuda a demonstrar a dimensão dos danos e as providências adotadas pelo proprietário.

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Embora a legislação não exija imagens do combate ao incêndio, esse tipo de registro pode servir para comprovar que o produtor adotou medidas para conter as chamas, colaborou com as equipes de emergência e não permaneceu inerte diante da situação. Também podem ser utilizados como prova registros da utilização de tratores, caminhões-pipa, aceiros, brigadas particulares e outros equipamentos empregados na contenção do fogo.

O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Famato e presidente do Sindicato Rural de Cláudia, Zilto Donadello, destaca que reunir esse conjunto de evidências é importante para resguardar o produtor, mas ressalta que nenhuma documentação deve ser obtida colocando vidas em risco.

Segundo ele, os registros podem fazer diferença caso seja necessário comprovar que o proprietário foi vítima do incêndio e adotou todas as medidas cabíveis. No entanto, reforça que a prioridade deve ser sempre a segurança das pessoas envolvidas no combate às chamas.

Além da documentação, a Famato lembra que os produtores precisam cumprir as normas estaduais de prevenção aos incêndios. A analista de Meio Ambiente da entidade, Tânia Arévalo, explica que a Resolução COMIF nº 3/2025 estabelece requisitos mínimos obrigatórios para os imóveis rurais, incluindo a manutenção de aceiros, o planejamento das áreas e outras medidas preventivas voltadas à redução dos riscos durante o período de estiagem.

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De acordo com a engenheira florestal, essas exigências tornam as propriedades mais preparadas para enfrentar situações de emergência, protegendo tanto a produção quanto o meio ambiente.

Ela acrescenta que, quando um imóvel é atingido pelo fogo mesmo após a adoção das medidas preventivas, a elaboração de laudos técnicos pode complementar a documentação da ocorrência, auxiliando na comprovação dos prejuízos e em eventuais ações administrativas ou judiciais.

Por fim, a Famato reforça que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir os impactos dos incêndios rurais. Manter a propriedade preparada, investir em medidas preventivas e agir rapidamente diante de qualquer foco de fogo são ações fundamentais para preservar vidas, proteger o patrimônio e minimizar os danos ambientais.

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