BAIRRO LIXEIRA

Homem em situação de rua morre após cair de prédio abandonado em Cuiabá

Publicado em

Serginho Lapada

Um homem em situação de rua, identificado como Carlos Roberto da Silva Barbosa, de 56 anos, morreu na noite de domingo (19) após cair de um prédio abandonado no bairro Lixeira, em Cuiabá. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência.

De acordo com as informações iniciais, Carlos utilizava o imóvel como abrigo para passar as noites. A suspeita é de que ele estivesse no terceiro andar do edifício quando parte da estrutura cedeu, provocando a queda.

Moradores da região encontraram a vítima caída e acionaram a Polícia Militar por volta das 20h30. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram mobilizadas e tentaram prestar socorro, mas o homem não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que irá auxiliar na apuração das causas do acidente.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte a esclarecer e será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deverá confirmar as circunstâncias do acidente.

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CIDADES

MPF aciona Justiça após suspeita de lavagem de R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) após um relatório do Greenpeace Brasil apontar indícios de que autorizações de garimpo em Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído de forma ilegal na Amazônia. Segundo o estudo, o esquema teria movimentado 25,3 toneladas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 18,4 bilhões, entre 2018 e março de 2026.

A ação foi protocolada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, que sustenta que a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), criada para autorizar a exploração de jazidas de pequeno porte, passou a ser utilizada como mecanismo para “esquentar” ouro retirado ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação.

O caso teve como base o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, elaborado pelo Greenpeace Brasil e encaminhado ao MPF. O levantamento identificou indícios de irregularidades em 98 Permissões de Lavra Garimpeira, pertencentes a 20 titulares distribuídos nos três estados. De acordo com o documento, essas autorizações concentraram 97% de todo o ouro declarado nos 187 processos minerários analisados pela organização.

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Na ação, o Ministério Público aponta falhas estruturais na atuação da Agência Nacional de Mineração. Entre elas estão a ausência de critérios técnicos mais rigorosos para concessão das permissões, a deficiência na fiscalização de áreas que registram elevada produção sem evidências de atividade minerária — os chamados “garimpos fantasmas” — e a tolerância à operação conjunta de diversas permissões como se fossem um único empreendimento de grande porte, prática que, segundo o órgão, permite burlar os limites legais e ambientais.

Diante desse cenário, o MPF pede que a Justiça obrigue a ANM a adotar uma série de medidas para reformular o sistema de controle. Entre os pedidos está a criação, em até 30 dias, de um grupo técnico responsável por revisar o regime das Permissões de Lavra Garimpeira.

O órgão também solicita que, no prazo de 60 dias, a agência implemente um programa nacional para revisar e suspender preventivamente todas as permissões que registraram recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), mas não apresentem comprovação física da atividade de mineração.

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Além disso, o Ministério Público requer que a ANM apresente, em até 120 dias, um estudo técnico que sirva de base para uma nova regulamentação das permissões de lavra garimpeira.

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