PLANTIOS SEMANAIS

Cuiabá retoma arborização e prevê plantio de 3,5 mil mudas até o fim de 2026

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Cuiabá deve receber aproximadamente 3,5 mil novas mudas até o final de 2026 dentro de uma programação conjunta de arborização que prevê plantios semanais durante o período chuvoso. O planejamento da temporada 2026/2027 foi discutido na quinta-feira (17), durante reunião realizada no Horto Florestal.

O encontro reuniu representantes da Prefeitura de Cuiabá, da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb), do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e do Programa Verde Novo, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A proposta é retomar as atividades de plantio após o período de estiagem e concentrar as ações nos próximos meses, aproveitando a maior ocorrência de chuvas e as condições mais adequadas para o desenvolvimento das mudas.

Conforme o planejamento apresentado, a expectativa é realizar ações todas as semanas, a partir da próxima semana, em diferentes pontos da capital. As instituições envolvidas dividirão responsabilidades relacionadas à mão de obra, logística, planejamento e execução dos plantios.

De acordo com a chefe de gabinete da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do TCE-MT, Geórgia Bumlai, a nova etapa dá continuidade às atividades realizadas no início deste ano.

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“Já desenvolvemos, no início do ano, alguns plantios e agora vamos retomar, após essa seca que tivemos. A partir da próxima sexta-feira até o final do ano”, afirmou.

A estimativa é que cerca de 3,5 mil mudas sejam plantadas até dezembro, ampliando a arborização de diferentes regiões de Cuiabá.

A Limpurb ficará responsável por parte da mão de obra e da estrutura logística necessária para colocar o cronograma em prática.

Segundo a arquiteta da empresa Michelle Dinucci, o início da temporada de chuvas representa uma oportunidade para intensificar a arborização da cidade.

“Estamos firmando um compromisso de entrar com parte de mão de obra e logística para fazer um plantio para Cuiabá, aproveitar essa janela de chuva que está começando e realmente fazer uma entrega para a população, que vai ser para gerações futuras”, declarou.

O diretor de Planejamento Ambiental do Horto Florestal, Fabio Moura, explicou que a reunião também serviu para estabelecer as atribuições de cada instituição participante.

“Alinhamos aqui o papel de cada secretaria, de cada órgão, e como cada um pode contribuir. A gente sai daqui hoje muito animado com o que tem por vir e, a partir da semana que vem, toda semana vai ter um plantio”, destacou.

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Já o coordenador do Programa Verde Novo, Sergio Sávioli Resende, ressaltou que a participação conjunta das instituições e da população será importante para ampliar a recuperação das áreas verdes da capital.

“Nós vamos começar agora a fazer o plantio semanalmente, para que a gente consiga, de fato, recuperar toda a área verde de Cuiabá. Conto também, obviamente, com a participação da população nas nossas ações”, disse.

Os locais e as datas de cada ação ainda serão divulgados pelos canais oficiais das instituições participantes. A programação pretende ampliar a arborização urbana e contribuir para a recuperação e preservação das áreas verdes de Cuiabá.

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CIDADES

Rhavenna e mais cinco viram réus em ação que apura ligação com Comando Vermelho

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A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) contra a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e outras cinco pessoas investigadas na Operação Fariseus. Com a decisão, os seis passam a responder a uma ação penal por acusações relacionadas, conforme cada caso, à suposta integração ao Comando Vermelho e à lavagem de dinheiro.

A denúncia foi recebida na quinta-feira (17) pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Além de Rhavenna, tornaram-se réus a mãe dela, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, além de Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velho”, “Velhote” e “Chapa”, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.

Na decisão, o magistrado considerou que a denúncia formulada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre os requisitos estabelecidos pelo Código de Processo Penal. O juiz apontou ainda a existência, nesta fase processual, de elementos suficientes para justificar o prosseguimento da ação.

O recebimento da denúncia não representa condenação. As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas no decorrer do processo, com direito à defesa e produção de provas.

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Rhavenna, Renildo e Orminda foram denunciados pelos crimes de integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Rhuan, Anatany e Lo Rhuama, por sua vez, respondem à acusação de lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia apresentada pelo MPMT em 11 de setembro, Rhavenna, Renildo e Orminda teriam integrado um núcleo ligado ao Comando Vermelho entre janeiro de 2024 e julho de 2026.

Em relação aos outros três denunciados, a acusação sustenta que eles teriam participado da movimentação ou ocultação de recursos que seriam provenientes de atividades criminosas.

Outro ponto da acusação envolve a atuação de Rhavenna e Orminda na “Equipe de Evangelismo Resgatando Vidas”, que realizava atividades religiosas em unidades prisionais.

De acordo com o Gaeco, o acesso aos presídios por meio das visitas religiosas teria facilitado o contato entre integrantes da organização criminosa que estavam presos e pessoas que se encontravam em liberdade ou foragidas.

O Ministério Público também afirma que integrantes do grupo familiar teriam utilizado diferentes contas bancárias e mecanismos de movimentação financeira para ocultar a origem de valores que, segundo a acusação, estariam relacionados a atividades criminosas.

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Essas circunstâncias integram a tese apresentada pela acusação e serão analisadas judicialmente ao longo da ação penal.

Com a denúncia aceita, o juiz determinou a citação dos seis réus. Após serem formalmente comunicados, eles terão prazo de 10 dias para apresentar resposta à acusação.

O magistrado também tratou da situação do pastor Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna, que havia sido citado durante as investigações. Ele não foi incluído na denúncia do Ministério Público em razão de sua morte, ocorrida em 5 de setembro de 2026. O juiz determinou a apresentação da respectiva certidão de óbito pelo MP.

Rhavenna já teve a prisão preventiva decretada anteriormente em procedimento vinculado a uma medida cautelar que tramita no Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. Conforme estabelecido na decisão, eventual pedido da defesa para revogar ou substituir a prisão deverá ser apresentado naquele processo específico.

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