A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (26), a Operação Fragmentação, com o objetivo de desarticular uma célula de facção criminosa que atuava de forma organizada em diversos bairros de Rondonópolis. Ao todo, foram cumpridas 30 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, após meses de investigação que revelaram a estrutura e o funcionamento do grupo criminoso. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz de Garantias do Polo de Rondonópolis.
Durante a operação, os policiais cumpriram 25 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva em Rondonópolis, além das cidades goianas de Goiânia e Mineiros.
Segundo as investigações, a organização criminosa mantinha uma estrutura hierárquica definida, com divisão de funções e atuação concentrada na região do Jardim Iguaçu e bairros próximos. Os integrantes seriam responsáveis por atividades ligadas ao tráfico de drogas, extorsões, movimentação de recursos obtidos de forma ilícita e outros crimes.
De acordo com o delegado Dyulriman Pinto de Andrade Filho, os investigados desempenhavam papéis específicos dentro da facção. Entre as atribuições identificadas estavam o gerenciamento de pontos de venda de drogas, a arrecadação de valores destinados ao grupo e a interlocução com comerciantes da região.
As apurações também permitiram identificar integrantes encarregados de fiscalizar o cumprimento das regras internas da organização, verificar possíveis desvios financeiros e determinar punições contra membros que descumprissem as normas impostas pela facção.
Durante os trabalhos investigativos, a Polícia Civil localizou registros e anotações contendo informações detalhadas sobre a arrecadação financeira do grupo. Os documentos traziam dados sobre integrantes cadastrados, contribuições mensais, pontos de comercialização de entorpecentes e estabelecimentos submetidos a cobranças.
Conforme a investigação, parte dos recursos era arrecadada entre os próprios integrantes da facção, enquanto outra parcela teria origem em cobranças impostas a comerciantes, motoristas, proprietários de imóveis, veículos e estabelecimentos localizados em áreas sob influência da organização criminosa.
Ainda segundo o delegado, foram encontrados registros de controle financeiro que apontavam a cobrança de mensalidades dos membros da facção, além de anotações sobre inadimplência e discussões relacionadas às medidas adotadas contra aqueles que deixavam de efetuar os pagamentos exigidos.
Todo o material apreendido durante a operação será submetido à perícia e analisado pela Polícia Civil. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, individualizar a participação de cada integrante, localizar bens e valores ligados ao grupo e apurar possíveis ramificações da organização criminosa.
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