TRANSPARÊNCIA

MPF investiga destino de R$ 30 milhões parados para presídios de Mato Grosso

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a baixa aplicação de recursos federais destinados ao sistema prisional de Mato Grosso. O procedimento busca esclarecer por que grande parte das verbas repassadas pelo Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para obras e melhorias em unidades prisionais não foi utilizada pelo Estado.

Levantamento do órgão aponta que, entre 2016 e 2024, Mato Grosso recebeu aproximadamente R$ 38 milhões para investimentos na infraestrutura do sistema penitenciário. Desse total, cerca de R$ 7,6 milhões foram efetivamente executados, enquanto mais de R$ 30 milhões permaneceram sem aplicação.

Diante do cenário, o MPF pretende identificar os fatores que contribuíram para a baixa execução dos recursos, especialmente em um contexto de demandas estruturais existentes nas unidades prisionais mato-grossenses.

Para subsidiar a apuração, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) foi acionada para apresentar informações sobre projetos de construção, ampliação e reforma de presídios, além de dados atualizados sobre a situação das unidades em funcionamento no estado.

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O Ministério Público Estadual (MPE) também foi oficiado para encaminhar relatórios e informações relacionadas a problemas estruturais eventualmente constatados durante inspeções e fiscalizações realizadas nos estabelecimentos penais.

De acordo com o MPF, a iniciativa faz parte de uma ação nacional voltada ao acompanhamento da aplicação dos recursos federais destinados ao sistema penitenciário, com foco nos estados que registram baixos índices de execução dessas verbas. A intenção é verificar se houve entraves administrativos, falhas na gestão dos recursos ou outros fatores que possam ter comprometido os investimentos previstos para a melhoria da infraestrutura carcerária.

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Santa Casa de Cuiabá é vendida ao Governo de Mato Grosso por R$ 30 milhões

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A Justiça do Trabalho homologou, na terça-feira (3), a venda do complexo-sede da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ao Governo de Mato Grosso pelo valor de R$ 30 milhões. A decisão foi assinada pela juíza Eliane Xavier, da Coordenadoria de Apoio à Efetividade da Execução do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT).

Com a homologação, o Estado foi oficialmente intimado e terá 48 horas para realizar o depósito do valor em conta judicial vinculada ao processo.

A proposta apresentada pelo governo já havia recebido parecer favorável da Justiça, que afastou qualquer possibilidade de a negociação ser considerada por valor abaixo do mercado. Antes da conclusão da venda, foi aberto um prazo de 15 dias para que outros interessados apresentassem propostas superiores, mas nenhuma oferta foi protocolada.

A União também foi consultada sobre eventual interesse em exercer o direito de preferência na aquisição do imóvel, porém não se manifestou dentro do prazo estabelecido.

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Conforme a decisão judicial, a negociação envolve exclusivamente o imóvel onde funciona a sede da Santa Casa, sem incluir equipamentos hospitalares, bens móveis ou eventuais créditos que a instituição tenha a receber. A compra também foi autorizada livre de débitos tributários constituídos até a data da alienação, em razão da natureza judicial da operação.

O despacho determina ainda que empresas instaladas no complexo desocupem o local em até 60 dias. Caso a ordem não seja cumprida, poderá ser aplicada multa diária de R$ 50 mil, além da adoção de medidas judiciais para retirada compulsória dos ocupantes.

As empresas também deverão comprovar o pagamento dos aluguéis vencidos desde maio de 2019, ficando proibida qualquer compensação de valores sem autorização da Justiça.

Localizada na Praça do Seminário, em Cuiabá, a sede da Santa Casa ocupa uma área de aproximadamente 22 mil metros quadrados, com cerca de 20 mil metros quadrados de área construída, sendo um dos imóveis mais tradicionais e simbólicos da história da saúde no estado.

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