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Dom Mário deixa Cuiabá e é nomeado novo arcebispo de Aparecida pelo papa Leão XIV

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O papa Leão XIV anunciou nesta segunda-feira (2) a nomeação de Dom Mário Antonio da Silva como novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), responsável pelo Santuário Nacional dedicado à Padroeira do Brasil. A decisão marca uma nova etapa na trajetória do religioso, que atualmente conduz a Arquidiocese de Cuiabá.

A Arquidiocese de Aparecida é uma das mais emblemáticas do país, pois abriga o maior centro de peregrinação católica do Brasil, recebendo milhões de fiéis todos os anos. Dom Mário substituirá Dom Orlando Brandes, que apresentou pedido de renúncia ao completar 75 anos, conforme determina o direito canônico.

Natural de Itararé (SP), Dom Mário nasceu em 17 de outubro de 1966. Foi ordenado sacerdote em 1991, após formação em Filosofia e Teologia no Paraná. Posteriormente, aprofundou os estudos em Roma, onde concluiu mestrado em Teologia Moral.

Sua trajetória episcopal começou em 2010, quando foi nomeado bispo auxiliar de Manaus. Em 2016, assumiu a Diocese de Roraima, período marcado pela intensa migração de venezuelanos para o Brasil. Na região, destacou-se por ações pastorais voltadas ao acolhimento humanitário, em parceria com organismos da Igreja.

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Em 2022, tomou posse como arcebispo de Cuiabá, onde imprimiu um estilo pastoral pautado pela proximidade com as comunidades e atenção às causas sociais. No cenário nacional, teve papel relevante na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), exercendo o cargo de segundo vice-presidente entre 2019 e 2023. Atualmente, preside a Cáritas Brasileira, instituição ligada à Igreja que atua em projetos sociais e emergências socioambientais.

A data da posse em Aparecida ainda será definida e divulgada oficialmente nos próximos dias.

Criada em 1958, a Arquidiocese de Aparecida está localizada no Vale do Paraíba, em São Paulo, e se destaca por sediar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, símbolo da fé católica no país.

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Polícia prende marido investigado por tentar matar esposa com sedativos durante internação

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Um homem de 49 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (3), em Guarantã do Norte, suspeito de tentar matar a própria esposa por meio da administração irregular de medicamentos sedativos durante o período em que ela estava internada em um hospital. O investigado teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e responderá, inicialmente, por tentativa de feminicídio.

As investigações tiveram início após profissionais de saúde comunicarem à Polícia Civil uma situação considerada incomum durante a recuperação da paciente. A mulher apresentava evolução clínica satisfatória e havia previsão de receber alta nos dias seguintes. No entanto, após permanecer sob os cuidados exclusivos do marido por um período, seu estado de saúde se agravou de forma inesperada.

Segundo a apuração, funcionários do hospital relataram ter visto o suspeito manipulando o equipamento de soro da paciente, retirando e recolocando a medicação intravenosa. A atitude levantou a suspeita de que alguma substância pudesse estar sendo administrada sem autorização da equipe médica.

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Ao longo da investigação, a Polícia Civil realizou diligências, ouviu testemunhas, recolheu materiais para perícia e solicitou exames laboratoriais. Os primeiros resultados indicaram a presença de uma substância com efeito sedativo em amostras biológicas da vítima, reforçando a hipótese de que medicamentos teriam sido aplicados de forma indevida.

Com base nas evidências reunidas, os investigadores solicitaram à Justiça a prisão preventiva do suspeito, além de medidas protetivas em favor da vítima. Os pedidos foram aceitos pelo Poder Judiciário, e o mandado foi cumprido nesta sexta-feira pelos policiais da Delegacia de Guarantã do Norte.

Apesar da prisão, as investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos, identificar a motivação do crime e reunir novos elementos que possam fortalecer o inquérito policial.

O delegado responsável pelo caso, Mauro Apoitia, destacou a importância da colaboração da população e dos profissionais de saúde na identificação de situações suspeitas.

“Muitas vítimas não conseguem pedir ajuda ou têm medo de denunciar seus agressores. Por isso, informações repassadas por familiares, profissionais da saúde e pela sociedade são fundamentais para proteger as vítimas e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado.

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