OPERAÇÃO VIGIA

Operação mira grupo suspeito de furtar grãos e lavar R$ 2 milhões em MT

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Vigia para desarticular um grupo criminoso investigado por furtar cargas de grãos e lavar o dinheiro obtido com as ações ilícitas. A investigação aponta que o esquema causou um prejuízo estimado em R$ 2 milhões a uma propriedade rural de Nova Mutum.

Coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, a operação contou com o apoio de equipes das delegacias de Nova Mutum, Juína, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Várzea Grande e da Derf de Várzea Grande.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, momentos antes de embarcar para a região Sul do país.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, seis mandados de busca e apreensão em residências e em um estabelecimento comercial, além de 10 ordens de sequestro de bens e valores.

As investigações revelaram que um dos suspeitos conseguiu emprego como balanceiro em uma fazenda localizada na zona rural de Nova Mutum com o objetivo de facilitar o esquema criminoso. Segundo a Polícia Civil, ele permitia a entrada de caminhões não autorizados na propriedade para realizar carregamentos de grãos sem o conhecimento dos proprietários.

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Conforme o delegado Rodrigo Rufato, responsável pelo caso, os demais integrantes da organização eram responsáveis por disponibilizar veículos e motoristas, além de negociar a venda das cargas furtadas.

As apurações também apontaram que parte do dinheiro obtido com os furtos era ocultada por meio de um estabelecimento do ramo de entretenimento, do tipo pub, criado pelos investigados para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes dos crimes.

De acordo com a Polícia Civil, além de interromper a atuação do grupo, as medidas de bloqueio e sequestro patrimonial têm como objetivo garantir o ressarcimento dos prejuízos causados à vítima. A investigação prossegue para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira da organização criminosa.

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Polícia destrói R$ 10 milhões em notas falsas usadas em golpe do falso empréstimo em MT

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Cerca de R$ 10 milhões em cédulas falsas foram destruídos pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde desta terça-feira (30), em Cuiabá. O material, utilizado em um esquema conhecido como golpe do falso empréstimo milionário, foi incinerado na fornalha de uma empresa localizada no bairro Jardim Industrial.

A destruição das notas foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, responsável pela investigação que desmantelou o esquema criminoso.

O caso começou a ser apurado em 2024, após um empresário de Água Boa denunciar que havia sido vítima de um golpe durante uma suposta negociação para obter um empréstimo de R$ 10 milhões.

De acordo com a investigação, os suspeitos convenceram a vítima de que a liberação do valor dependia do pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão. Após negociações, os criminosos aceitaram receber R$ 400 mil em espécie como parte do acordo.

Depois de meses de conversas por telefone, reuniões presenciais e tratativas sobre a falsa operação financeira, o empresário encontrou os investigados em um hotel de Cuiabá. No local, entregou os R$ 400 mil e recebeu uma mala que, supostamente, continha os R$ 10 milhões prometidos.

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Entretanto, ao abrir a bagagem, descobriu que os pacotes eram compostos apenas por notas falsas e cédulas sem qualquer valor comercial, confirmando que havia sido enganado.

Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada no golpe e reuniu uma série de provas, incluindo imagens de câmeras de segurança, análise de linhas telefônicas utilizadas pelos envolvidos e outros elementos que permitiram identificar os responsáveis pela fraude.

Ao final do inquérito, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa.

Segundo o delegado Bruno Palmiro, responsável pelo caso, os investigados se apresentavam como empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas e dar aparência de legalidade às negociações.

Conforme as apurações, o grupo prometia empréstimos de alto valor e exigia o pagamento antecipado de comissões, utilizando essa estratégia para obter vantagens financeiras de forma ilícita.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e verificar a possível participação do grupo em golpes semelhantes praticados em outros estados do país.

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