APÓS 21 ANOS

ExpoVG marca retorno histórico e promete 4 dias de festa com shows nacionais

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A Prefeitura de Várzea Grande lançou, nesta quinta-feira (9), a programação da ExpoVG, evento que marca o retorno de uma das maiores exposições do município após 21 anos e que fará parte das comemorações pelos 159 anos da cidade.

A festa será realizada a partir do dia 14 de maio, no bairro Chapéu do Sol, com quatro dias de programação que unem cultura, agronegócio, empreendedorismo e entretenimento.

A ExpoVG contará com shows nacionais e regionais gratuitos na pista, além de rodeio, exposição de máquinas, fóruns voltados a produtores, gastronomia e ações para atração de investimentos.

Um dos destaques será a Feira da Família, voltada à valorização da agricultura familiar, setor que já fornece 25% dos alimentos da merenda escolar do município e que deve ganhar ainda mais espaço com a iniciativa.

A prefeita Flávia Moretti afirmou que o evento simboliza uma nova fase para Várzea Grande, com foco no fortalecimento econômico e na retomada do protagonismo como polo logístico de Mato Grosso.

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A gestão municipal destacou que o evento será realizado por meio de parceria, sem repasse direto de recursos públicos, com os custos dos shows financiados por emendas parlamentares.

A programação artística inclui grandes nomes da música nacional:

14 de maio: Natanzinho Lima, Jero Neto e Boy Munhoz
15 de maio: Lauana Prado, Rico e Léo, Luís Paulo e Lunnan
16 de maio: Maiara & Maraisa, Fernanda Leite e João Felipe
17 de maio: bandas regionais de lambadão, show católico e atrações locais

A entrada será gratuita para a pista, com venda de ingressos apenas para arquibancadas e camarotes.

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MPF aciona Justiça contra MT para proibir licenças ambientais sem consulta ao Iphan

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado de Mato Grosso e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para ampliar a proteção ao patrimônio arqueológico mato-grossense. A medida busca ajustar os procedimentos de licenciamento ambiental, para que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) consulte obrigatoriamente o Iphan sempre que houver risco de impacto sobre bens protegidos pela legislação federal — e não apenas quando já existirem locais previamente registrados.

A iniciativa decorre de uma recomendação enviada pelo MPF em março deste ano à Sema e aos 142 municípios do estado. Na ocasião, o órgão alertou que a interpretação dada à Instrução Normativa Sema nº 1/2017 afastava indevidamente a participação do Iphan, comprometendo a identificação e a preservação dos sítios.

A atuação do MPF se apoia no fato de que a legislação federal estabelece que todos os sítios arqueológicos pertencem à União e integram o patrimônio cultural brasileiro, independentemente de cadastro prévio. Assim, a inexistência de registros públicos não exime o estado da obrigação de consultar a autarquia federal nem de adotar medidas preventivas durante o licenciamento.

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Na ação, o MPF aponta que o Iphan é o responsável por elaborar os termos de referência para o licenciamento arqueológico corretivo e por mensurar os danos já causados. Entre os pedidos, estão:

  • Reconhecimento incidental da inconstitucionalidade e da ilegalidade da instrução normativa na parte que restringe a consulta ao órgão federal
  • Liminar de urgência para que a Sema se abstenha de emitir novas licenças sem a anuência do Iphan, sob pena de multa de R$ 1 milhão por licença concedida irregularmente
  • Levantamento das irregularidades em até 90 dias, com convocação dos empreendedores para o licenciamento corretivo, sob pena de multa diária de R$ 100 mil
  • Reparações financeiras, com condenação do Estado por danos materiais ao patrimônio arqueológico (valor a ser apurado na instrução do processo) e por danos extrapatrimoniais, com quantia destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos

 

A urgência da medida reflete os efeitos concretos trazidos na ação: entre 2021 e 2024, a Sema concedeu 3.074 licenças ambientais para atividades de alto impacto, mas o Iphan recebeu apenas 243 Fichas de Caracterização de Atividade (FCA) no mesmo período. Na prática, a maioria dos empreendimentos não passou pelo crivo da fiscalização federal.

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O órgão reuniu ainda casos reais de prejuízos decorrentes dessa omissão, como intervenções nas obras da Rodovia MT-130, impactos ao sítio arqueológico Serra Abaixo, em Cuiabá, e o surgimento de vestígios descobertos apenas depois do início da implantação da Usina Hidrelétrica de Colíder.

O procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, autor da ação, destaca que “o licenciamento ambiental deve funcionar como instrumento efetivo de identificação e salvaguarda do patrimônio cultural, impedindo que o interesse meramente econômico prevaleça sobre a proteção de bens culturais não renováveis”.

A divulgação do caso integra as iniciativas do Agosto do Patrimônio Cultural, mês em que se celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural na próxima segunda-feira (17). A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF promove uma ação coordenada para dar visibilidade às atuações do órgão em defesa do patrimônio cultural brasileiro.

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