Expoind

Fiemt e Sedec lançam feira de negócios da indústria de Mato Grosso

Publicado em

PH Rodrigues | Folha360

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) lançaram, nesta quinta-feira (27), a Expoind Mato Grosso – Feira de Negócios da Indústria de Mato Grosso, que será realizada nos dias 4, 5 e 6 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A feira multissetorial reunirá empresários, fornecedores nacionais e internacionais, compradores e lideranças para promover inovação e ampliar a competitividade industrial no estado.

“Nada melhor do que uma feira de negócios da indústria para mostrar as potencialidades do setor. É a primeira vez que realizamos um evento dessa magnitude, em um momento tão simbólico como os 50 anos da Fiemt. A indústria de Mato Grosso cresceu bastante na última década, e agora é hora de mostrarmos esse novo ciclo de desenvolvimento por meio da agregação de valor e da verticalização dos produtos que produzimos aqui no estado”, destacou o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel.

Com programação voltada a empresários e tomadores de decisão, a Expoind prevê rodadas de negócios, exposições de soluções inovadoras, painéis setoriais, palestras magnas, espaço para startups e um encontro internacional de negócios. A proposta é conectar fornecedores nacionais e estrangeiros às demandas da indústria local, fortalecendo polos produtivos e impulsionando o desenvolvimento econômico regional.

“A feira vai contar com exposições industriais, fornecedores, startups com soluções inovadoras, rodadas de negócios e palestras. É uma grande oportunidade de fortalecer parcerias e mostrar a tecnologia e a inovação presentes na indústria mato-grossense”, completou o presidente da Fiemt.

A feira é uma iniciativa conjunta da Fiemt e da Sedec, com apoio dos 37 sindicatos industriais do estado e das entidades do Sistema Fiemt. O evento também conta com a colaboração de parceiros da iniciativa privada e de instituições de comércio internacional. A programação da Expoind incluirá três palestras magnas que abordarão temas estratégicos para o setor.

Leia Também:  Homem de 75 anos é detido após denúncia de importunação sexual em frente a escola

As rodadas de negócios, marcadas para os dias 5 e 6 de novembro, serão realizadas no formato de matchmaking, ou seja, encontros organizados por uma plataforma virtual. Serão 10 indústrias compradoras e 50 fornecedoras, com reuniões presenciais de 20 minutos em cabines individuais. A participação estará aberta as empresas não expositoras, mediante inscrição. A proposta é ampliar o alcance comercial da feira, indo além dos estandes.

Outro destaque é o Start Up Village, espaço dedicado à apresentação de startups selecionadas por meio de chamamento público, com apoio técnico do Instituto Senai de Tecnologia (IST MT). O objetivo é aproximar soluções tecnológicas do setor produtivo, promovendo a transformação digital e a modernização das cadeias industriais.

Em parceria com a Apex-Brasil, durante a Expoind Mato Grosso 2025, será realizado o Encontro Internacional de Negócios, com a presença de cinco câmaras de comércio estrangeiras. As instituições terão estandes próprios para dialogar com empresários locais e apresentar oportunidades de investimento e exportação, abrindo caminhos para novos mercados.

O lançamento da feira também destacou os investimentos realizados pelo Governo do Estado, com impacto direto na atração de novos negócios. “Além de todos os negócios já em andamento em Mato Grosso, há uma forte procura de investidores de fora interessados em adquirir imóveis e fazer investimentos no estado. O próprio investimento em infraestrutura feito pelo Governo de Mato Grosso tem sido um grande atrativo”, explicou o secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, Anderson Lombardi.

Com rodadas de negócios, startups e presença internacional, evento multisetorial será realizado em novembro Lombardi também ressaltou a importância da correalização da Expoind. “Temos feiras em todos os setores — do turismo ao agronegócio — e agora, com muita alegria, participamos também da primeira feira de negócios da indústria”. Para o secretário adjunto, investir na indústria é estratégico para o desenvolvimento do estado. “A grande vocação de Mato Grosso é produzir alimentos, mas industrializar o que produzimos gera mais emprego, mais renda e, consequentemente, mais investimentos em infraestrutura. A arrecadação da indústria cresceu 35% em 10 anos e esse valor retorna à população em obras — de turismo, de logística, de mobilidade. Apoiando a indústria, o estado apoia toda a sociedade”, finalizou.

Leia Também:  Mato Grosso deverá responder por 30% da safra recorde de grãos no Brasil

Anuário da indústria
Durante o evento de lançamento, foi apresentado o Anuário da Indústria de Mato Grosso 2025, publicação do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt que atualiza os principais indicadores do setor. Entre os destaques, o número de estabelecimentos industriais cresceu 39% na última década, passando de 11.530, em 2014, para 16.072. O total de empregos formais subiu 19% no mesmo período, somando 191.119 postos de trabalho. O PIB industrial praticamente triplicou, saltando de R$ 11,06 bilhões, em 2012, para R$ 32,18 bilhões em 2022. Já a arrecadação de ICMS alcançou R$ 7,85 bilhões em 2024, representando 34,41% do PIB estadual — alta de 0,7% em relação ao ano anterior. Pela primeira vez, o estudo apresenta o Índice de Competitividade Industrial (ICI), que posiciona Mato Grosso entre os dez primeiros do país. O indicador considera variáveis como valor adicionado per capita, desempenho nas exportações, nível tecnológico e qualidade dos produtos enviados ao exterior.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Prefeitura de Várzea Grande declara calamidade financeira após bloqueio de R$ 19 milhões

Published

on

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal no município e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas para conter despesas e tentar reequilibrar as finanças da administração municipal.

De acordo com a prefeitura, a decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de aproximadamente R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos provenientes do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a gestão, o bloqueio ocorreu devido ao atraso no pagamento de três parcelas de precatórios, cada uma em torno de R$ 6,5 milhões, referentes a obrigações acumuladas nos anos de 2023 e 2024.

A administração afirma que, apesar de possuir uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula cerca de R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, o município desembolsa aproximadamente R$ 6 milhões por mês para quitar essas dívidas judiciais, valor significativamente superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos na gestão anterior.

Leia Também:  MT isenta IPVA de motoristas de aplicativo que usam GNV; saiba como solicitar

Além dos precatórios, a prefeita aponta outros passivos herdados de administrações anteriores, entre eles uma dívida de R$ 19,4 milhões relacionada a créditos tributários e outra de R$ 36 milhões que, segundo a gestão, impede a emissão de certidões negativas e dificulta o acesso a recursos públicos.

Flávia Moretti também informou que o município garantiu emendas parlamentares destinadas às áreas de Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas afirma que os recursos permanecem indisponíveis porque a Câmara Municipal ainda não aprovou projetos considerados essenciais pela prefeitura, como o parcelamento de débitos e o remanejamento orçamentário.

Com a publicação dos decretos, ficam suspensas a criação de novas despesas, realização de eventos e festividades, aquisição de bens permanentes que não sejam considerados urgentes e a celebração de novos contratos, salvo situações consideradas indispensáveis.

Além disso, todas as secretarias municipais terão cinco dias úteis para apresentar planos de redução de gastos administrativos.

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. Apesar das restrições, a prefeitura informou que os serviços de Saúde, Educação, Assistência Social, pagamento da folha salarial, limpeza urbana e abastecimento de água terão prioridade na aplicação dos recursos.

Leia Também:  Servidores do Judiciário de MT aprovam greve geral por tempo indeterminado após veto a reajuste

Em decreto separado, a prefeita estendeu a situação de calamidade financeira ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), alegando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio financeiro que coloca em risco a continuidade do abastecimento de água no município.

Segundo o documento, um levantamento apontou déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, além de irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A prefeitura informa ainda que o DAE acumula R$ 172,2 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, R$ 158,8 milhões em créditos que não foram inscritos em dívida ativa e mais de R$ 314 milhões em precatórios.

Diante desse cenário, o DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira, contendo um diagnóstico da situação da autarquia, metas para ampliar a arrecadação, cronograma de investimentos e medidas voltadas à recuperação da sustentabilidade financeira e à manutenção dos serviços de abastecimento de água.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA