O governador de Mato Grosso e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (17) estar preparado para enfrentar eventuais ataques de adversários políticos durante a campanha eleitoral. Em coletiva de imprensa, o gestor abordou pela primeira vez de forma mais direta o processo que respondeu com base na Lei Maria da Penha, após denúncia da ex-esposa Viviane Kawamoto, em 2021, e garantiu que o assunto não será obstáculo em sua trajetória.
“Eu já sofro [com isso] há muito tempo. Eu estou preparado. Sobre o episódio da Lei Maria da Penha, eu fui inocentado em Santa Catarina e fui inocentado aqui”, declarou.
Pivetta justificou o silêncio mantido ao longo dos últimos anos como uma forma de proteger a família. “Eu nunca me referi a esse assunto com respeito e amor às crianças que participavam dessa vida conjugal, na qual eu dediquei o melhor de mim”, lamentou.
“Oportunismo e covardia”
Ciente de que o episódio pode ser resgatado no debate eleitoral, o pré-candidato criticou o que classificou como “oportunismo” e “covardia” por parte de opositores, mas reforçou que não pretende se esquivar do tema.
“Oportunismo há, covardia também há. E eu estou preparado para isso. Não tenho dificuldade nenhuma de me explicar e falar sobre isso. Não é agradável, mas eu me proponho, eu quero ser um homem público. Eu tenho que ter condições e não me aborrecer com as conversas que vêm a meu respeito, sejam elas de onde vierem”, pontuou.
Indagado sobre o risco de a própria ex-esposa ser utilizada por adversários para desgastar sua imagem junto ao eleitorado, Pivetta evitou polemizar. “Eu não posso falar por ela, né? Eu espero que não. Eu acredito que nós vamos ter uma trajetória tranquila”, concluiu.
Caso foi arquivado pela Justiça
A denúncia apresentada por Viviane Kawamoto em 2021 foi arquivada pela Justiça de Santa Catarina em fevereiro de 2022, após o Ministério Público concluir que os laudos apontavam agressões mútuas, sem elementos suficientes para determinar quem teria iniciado o conflito. Uma apuração secundária sobre suposta perseguição em Mato Grosso também foi arquivada à época.
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