INVESTIMENTO DE R$ 48,3 MILHÕES

Governo de MT conclui ponte de 691 metros sobre o Rio Teles Pires entre 2 municípios

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O Governo de Mato Grosso concluiu uma ponte de 691 metros sobre o Rio Teles Pires, na MT-419, entre os municípios de Novo Mundo e Carlinda. A obra foi executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) com um investimento de R$ 48,3 milhões.

O encabeçamento da ponte está em fase final de execução. Essa construção elimina uma balsa que operava entre os dois municípios e cria novas alternativas econômicas para a região, eliminando um obstáculo natural para o desenvolvimento.

Além da ponte, o Governo de Mato Grosso também vai asfaltar 78 quilômetros das MTs 208 e 419, ligando Carlinda e Novo Mundo. A obra foi licitada pela Sinfra no segundo semestre de 2024, com o resultado já homologado e previsão de início em 2025.

O investimento na obra é de R$ 103,4 milhões, divididos em dois lotes, sendo um de 28,87 km entre Carlinda e a nova ponte, e outro de 46,8 km do Rio Teles Pires até Novo Mundo.

“A nova ponte e o asfalto da MT-419 vai interligar toda essa região. Vai ser uma saída da produção para a BR-163. A distância entre a região de Alta Floresta até a BR vai diminuir em mais de 100 km”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

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Integração da Região Norte

O secretário Marcelo de Oliveira explicou que essa é uma das obras que ajudam a integrar a região Norte mato-grossense.

“Nós estamos fazendo a antiga BR-174 na região Noroeste, a ponte do Juruena, terminamos a MT-208 até Nova Bandeirantes e vamos fazer esse asfalto da MT-419. Com isso, vai ser possível sair da região de Colniza e Aripuanã e chegar até a BR-163 em Guarantã do Norte e Matupá apenas por vias asfaltadas. Eram regiões que não conversavam entre si e que vão passar a ser integradas”, afirmou o secretário.

Pontes sobre o Teles Pires

O Rio Teles Pires, ou São Manoel, é um dos mais importantes de Mato Grosso. Ele faz parte da bacia do Rio Amazonas e nasce na divisa dos municípios de Primavera do Leste e Nova Brasilândia. O Teles Pires percorre mais de 1.300 km até se juntar ao Rio Juruena e formar o Rio Tapajós, no ponto mais ao Norte do Estado.

A atual gestão já entregou uma ponte de 202 metros sobre o rio na MT-140, outra de 181 metros na região de Sorriso, mais de uma de 50 metros na MT-020. Também serão entregues outra ponte de 550 metros em Alta Floresta, uma de 101 metros na MT-199 e uma última de 561 metros em Itaúba.

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Desta forma, serão 13 pontes sobre o Rio Teles Pires em todo Estado, sendo sete entregues pela atual gestão. Três delas com mais de 500 metros de extensão.

“O Rio Teles Pires corta todo o Estado e por ter um grande volume de água sempre representou um desafio para a logística de Mato Grosso. Mas a Sinfra trabalha para superar essas barreiras e permitir o desenvolvimento do Estado”, concluiu o secretário Marcelo de Oliveira.

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Prefeitura de Várzea Grande declara calamidade financeira após bloqueio de R$ 19 milhões

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal no município e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas para conter despesas e tentar reequilibrar as finanças da administração municipal.

De acordo com a prefeitura, a decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de aproximadamente R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos provenientes do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a gestão, o bloqueio ocorreu devido ao atraso no pagamento de três parcelas de precatórios, cada uma em torno de R$ 6,5 milhões, referentes a obrigações acumuladas nos anos de 2023 e 2024.

A administração afirma que, apesar de possuir uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula cerca de R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, o município desembolsa aproximadamente R$ 6 milhões por mês para quitar essas dívidas judiciais, valor significativamente superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos na gestão anterior.

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Além dos precatórios, a prefeita aponta outros passivos herdados de administrações anteriores, entre eles uma dívida de R$ 19,4 milhões relacionada a créditos tributários e outra de R$ 36 milhões que, segundo a gestão, impede a emissão de certidões negativas e dificulta o acesso a recursos públicos.

Flávia Moretti também informou que o município garantiu emendas parlamentares destinadas às áreas de Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas afirma que os recursos permanecem indisponíveis porque a Câmara Municipal ainda não aprovou projetos considerados essenciais pela prefeitura, como o parcelamento de débitos e o remanejamento orçamentário.

Com a publicação dos decretos, ficam suspensas a criação de novas despesas, realização de eventos e festividades, aquisição de bens permanentes que não sejam considerados urgentes e a celebração de novos contratos, salvo situações consideradas indispensáveis.

Além disso, todas as secretarias municipais terão cinco dias úteis para apresentar planos de redução de gastos administrativos.

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. Apesar das restrições, a prefeitura informou que os serviços de Saúde, Educação, Assistência Social, pagamento da folha salarial, limpeza urbana e abastecimento de água terão prioridade na aplicação dos recursos.

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Em decreto separado, a prefeita estendeu a situação de calamidade financeira ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), alegando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio financeiro que coloca em risco a continuidade do abastecimento de água no município.

Segundo o documento, um levantamento apontou déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, além de irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A prefeitura informa ainda que o DAE acumula R$ 172,2 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, R$ 158,8 milhões em créditos que não foram inscritos em dívida ativa e mais de R$ 314 milhões em precatórios.

Diante desse cenário, o DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira, contendo um diagnóstico da situação da autarquia, metas para ampliar a arrecadação, cronograma de investimentos e medidas voltadas à recuperação da sustentabilidade financeira e à manutenção dos serviços de abastecimento de água.

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