Victor Samuel Flores Rodriguez, de 16 anos, morreu na tarde de terça-feira (30) durante uma perseguição policial em Várzea Grande. De acordo com a Polícia Militar, ele foi baleado após supostamente sacar uma arma de fogo no momento em que era abordado dentro de um veículo com registro de roubo.
Segundo o boletim de ocorrência, equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Raio) foram acionadas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que identificou, por meio do sistema de monitoramento, um Fiat Siena preto com registro de furto ou roubo trafegando em direção ao Trevo do Lagarto.
Os policiais localizaram o automóvel na BR-070 e deram ordem de parada com sinais sonoros e luminosos. Conforme a corporação, o motorista desobedeceu à determinação, dando início a uma perseguição. Outras equipes foram mobilizadas para realizar o cerco, com apoio da aeronave Águia, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Ainda de acordo com a versão apresentada pela PM, o veículo foi interceptado na rodovia, porém os ocupantes permaneceram no interior do carro mesmo após diversas ordens para desembarcar. Os militares relataram que, ao abrirem a porta do motorista, Victor teria levantado a camisa e sacado um revólver calibre .38 que estava na cintura. Diante da situação, os policiais efetuaram disparos.
O adolescente foi retirado do veículo e recebeu os primeiros socorros, mas uma equipe do Corpo de Bombeiros constatou a morte ainda no local.
O segundo ocupante do carro foi preso em flagrante. Conforme o registro policial, ele teria resistido à abordagem, sendo necessário o uso de algemas. A identidade e a idade do suspeito não foram divulgadas.
Durante a ocorrência, os policiais confirmaram que o Fiat Siena possuía registro de furto ou roubo. Um revólver calibre .38, que segundo a PM estava com o adolescente, foi apreendido, assim como 19 munições.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura as circunstâncias da morte, conforme previsto nos casos de intervenção policial.
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