POLÍTICAS PÚBLICAS

Nova frente parlamentar aproxima pautas católicas do Legislativo da capital

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A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou a criação da Frente Parlamentar Católica, grupo que pretende ampliar a discussão de temas relacionados à Igreja Católica dentro do Legislativo municipal. A frente poderá atuar em debates e propostas envolvendo áreas como família, saúde, educação, assistência social, inclusão e liberdade religiosa.

A criação foi estabelecida pela Resolução nº 017, de 11 de agosto de 2026, publicada na Gazeta Municipal nesta terça-feira (18). A iniciativa foi apresentada pelo vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania) e promulgada pela presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL).

A adesão dos parlamentares será facultativa. A frente não terá personalidade jurídica própria e funcionará durante o período da atual legislatura, podendo ser encerrada antes do prazo caso os integrantes optem pela dissolução.

O que a Frente Parlamentar Católica poderá fazer

Entre as atribuições previstas estão a realização de audiências públicas, seminários, reuniões e debates sobre os temas definidos pelo grupo.

Os integrantes também poderão apresentar projetos de lei, indicações e requerimentos, além de acompanhar e fiscalizar ações e políticas públicas relacionadas às áreas de atuação da frente.

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A resolução permite ainda a participação de representantes da sociedade civil, instituições religiosas, entidades assistenciais e especialistas convidados para contribuir com as discussões.

Os vereadores que integrarem o grupo também poderão representar a Câmara em eventos religiosos, sociais e institucionais, participar de congressos e encontros, além de promover campanhas educativas e ações sociais.

A frente poderá ainda buscar parcerias com órgãos públicos e instituições privadas para desenvolver iniciativas relacionadas aos seus objetivos.

Entre os objetivos estabelecidos pela resolução estão a discussão e o acompanhamento de políticas públicas voltadas à proteção da vida, da família e da dignidade humana.

O grupo também deverá incentivar ações sociais e assistenciais desenvolvidas por entidades religiosas, com atenção especial às organizações ligadas à Igreja Católica.

Outro ponto previsto é a defesa da liberdade religiosa e o combate à intolerância entre diferentes grupos e crenças.

Embora tenha como foco a Igreja Católica, a resolução estabelece que as atividades da frente deverão respeitar os princípios previstos na Constituição Federal.

O texto determina que a atuação observe a laicidade do Estado, a liberdade de crença, o interesse público e a diversidade religiosa.

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Dessa forma, a criação da frente não confere aos parlamentares autorização para privilegiar a religião católica em detrimento de outras crenças. A proposta estabelece que os debates e ações sejam conduzidos dentro dos limites constitucionais e com respeito à pluralidade religiosa.

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CIDADES

Bancários de MT paralisam atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20)

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Os bancários de Mato Grosso vão paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20), em uma mobilização nacional da categoria. Em Cuiabá, os trabalhadores vão se concentrar na região da Rua Barão de Melgaço para conversar com bancários e clientes sobre as reivindicações.

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas pelos trabalhadores após a rejeição de uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro do Estado de Mato Grosso (SEEB-MT), 90% da categoria votou pela paralisação. Não há ameaça de greve até o momento.

A principal cobrança é um reajuste salarial com aumento real, além da valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), dos vales-refeição e alimentação e do piso salarial. Os trabalhadores também pedem a manutenção dos direitos previstos no acordo coletivo e melhores condições de trabalho.

Na última rodada de negociação, realizada na terça-feira (18), em São Paulo, a Fenaban retirou propostas que previam reajustes diferentes conforme as faixas salariais, valores distintos de vale-refeição e alimentação entre cidades e o congelamento do piso de ingresso dos novos bancários. Apesar do recuo, os bancos não apresentaram uma nova proposta de índice de reajuste.

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Conforme o sindicato, a paralisação foi definida pelos próprios trabalhadores durante assembleia, com o objetivo de pressionar os bancos a apresentar uma proposta que não retire direitos já conquistados e contemple um índice de reajuste.

Ainda conforme o SEEB-MT, a paralisação desta quinta-feira terá duração de um dia e não representa, neste momento, o início de uma greve. As negociações devem continuar nos próximos dias.

A próxima rodada de negociação está prevista para ocorrer na sexta-feira (21). Caso não haja avanço nas tratativas, uma nova assembleia poderá ser convocada para definir os próximos passos da categoria, incluindo uma nova paralisação ou uma eventual greve.

O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban também têm a retomada das negociações prevista para segunda-feira (24).

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