Um policial militar de Mato Grosso teria efetuado dois disparos dentro do bar University Beer, no bairro Jardim Paulista, em Cuiabá, após ser questionado por um cliente que afirmou ter percebido o homem encarando sua esposa. Ninguém ficou ferido.
A informação de que o suspeito é policial militar foi confirmada pelo estabelecimento nesta quarta-feira (12), por meio do advogado do bar, Helio Castelo Branco de Oliveira Junior.
Segundo a defesa do University Beer, o policial estava de folga e entrou no estabelecimento portando a própria arma de fogo. O bar informou que, na entrada, foram realizados os procedimentos internos previstos, incluindo a identificação do militar e o registro das informações funcionais e do armamento.
O estabelecimento afirmou ainda que mantém controle de acesso e protocolos de segurança, com equipes masculina e feminina, além de revista dos frequentadores com detectores de metais. Conforme a empresa, clientes civis não têm autorização para entrar armados.
O caso ocorreu por volta das 3h30 da madrugada de terça-feira (11). De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) após a denúncia de disparos dentro do bar.
No local, um homem de 24 anos contou aos policiais que estava em uma mesa acompanhado da esposa quando percebeu que outro cliente estaria olhando insistentemente para ela.
Ainda conforme o relato registrado pela PM, o homem decidiu questioná-lo sobre a atitude. Nesse momento, o suspeito teria sacado uma arma e disparado duas vezes contra uma parede do estabelecimento.
Os tiros não atingiram ninguém. Quando as equipes da Polícia Militar chegaram ao local, o autor dos disparos já havia deixado o bar e não foi localizado.
Em nota por meio da defesa, o University Beer afirmou que possui procedimentos específicos para o acesso de pessoas autorizadas a portar armas. O estabelecimento declarou que o episódio foi um “fato isolado”, repudiou qualquer comportamento que possa colocar clientes e funcionários em risco e afirmou que irá colaborar com as autoridades.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais também conversaram com um segurança do bar. Segundo o boletim, o funcionário relatou inicialmente que existiria uma lista de clientes autorizados a entrar armados.
Naquele momento, porém, o segurança não conseguiu apontar qual frequentador teria efetuado os disparos.
A Polícia Civil deve analisar as circunstâncias do episódio para esclarecer a dinâmica dos fatos e a responsabilidade pelo disparo da arma dentro do estabelecimento.
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