ELEIÇÕES 2026

De R$ 0 a R$ 575 milhões: veja o patrimônio dos candidatos ao Governo de MT

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Os seis candidatos confirmados na disputa pelo Governo de Mato Grosso declararam seus patrimônios à Justiça Eleitoral. Os valores informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam uma diferença expressiva entre os concorrentes: enquanto um candidato declarou não possuir bens, outro informou patrimônio superior a R$ 575 milhões.

Os candidatos são Maurício Coelho (Mobiliza), Natasha Slhessarenko (PSD), Otaviano Pivetta (Republicanos), Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério Machado (Agir) e Wellington Fagundes (PL).

O prazo para o registro das candidaturas terminou no último sábado (15). A declaração patrimonial é uma das exigências para o registro e permite que os eleitores tenham acesso às informações fornecidas pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

Os dados ficam disponíveis para consulta pública no sistema do TSE.

Maurício Coelho — R$ 2,1 milhões

Candidato pelo Mobiliza, Maurício Coelho declarou patrimônio de R$ 2.159.005,73.

A maior parte do valor informado está relacionada a cotas e participações em empresas.

Natasha Slhessarenko — R$ 7,3 milhões

A médica Natasha Slhessarenko, candidata pelo PSD, declarou patrimônio de R$ 7.344.667,74.

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Entre os bens registrados estão participações em uma clínica médica, investimentos privados, participações societárias e imóveis.

Um dos bens é um apartamento localizado em um residencial de Cuiabá, avaliado em R$ 961.711,76.

Otaviano Pivetta — R$ 575,6 milhões

O maior patrimônio entre os candidatos foi declarado por Otaviano Pivetta, do Republicanos.

O atual governador e empresário informou à Justiça Eleitoral possuir R$ 575.680.870,95 em bens.

A declaração inclui créditos, aplicações financeiras, poupanças e participações societárias. Entre os itens registrados está uma participação avaliada em R$ 838.525,09.

Rafaell Milas — R$ 550 mil

Rafaell Milas, do Missão, declarou patrimônio de R$ 550 mil.

O valor corresponde a um imóvel localizado em um condomínio em Cuiabá.

Sargento Laudicério Machado — nenhum bem declarado

Candidato pelo Agir, o Sargento Laudicério Machado informou à Justiça Eleitoral que não possui bens a declarar.

Doutor e mestre em Administração pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), ele integra a Polícia Militar desde 2003 e também atua como professor em cursos de formação e aperfeiçoamento na área de segurança pública.

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Wellington Fagundes — R$ 13,1 milhões

Atual senador por Mato Grosso e candidato pelo PL, Wellington Fagundes declarou patrimônio de R$ 13.132.463,00.

A relação inclui imóveis, participações financeiras, três veículos, com valores individuais entre R$ 180 mil e R$ 334 mil, além de uma aeronave declarada por R$ 150 mil.

Os valores correspondem exclusivamente ao patrimônio declarado pelos candidatos ao TSE e não representam, por si só, uma avaliação sobre a origem ou a situação dos bens.

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CIDADES

Justiça considera inconstitucional doação de terrenos públicos a igreja

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A Justiça de Mato Grosso (TJMT) considerou inconstitucional a lei que autorizou a doação de dois terrenos públicos para a Igreja Neopentecostal Nova Jerusalém – Ministério do Fogo, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A decisão foi unânime durante sessão realizada na quinta-feira (13).

Os imóveis ficam no bairro Jardim Tropical e somam cerca de 900 metros quadrados. A transferência havia sido permitida pela Lei Municipal nº 2.247/2013, sancionada durante a gestão do então prefeito Dilceu Rossato.

A decisão ocorreu após uma ação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O processo foi relatado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo, cujo voto foi acompanhado pelos demais integrantes do Órgão Especial.

Durante o julgamento, foi apontado que os terrenos tinham previsão inicial de uso para a instalação de equipamentos destinados à comunidade, como uma praça e estruturas para atividades físicas. Posteriormente, porém, a finalidade dos imóveis foi alterada para a construção da sede da igreja.

Para o relator, não ficou demonstrada a existência de um interesse público que justificasse a transferência dos terrenos exclusivamente para uma instituição religiosa.

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Na defesa, Dilceu Rossato alegou que a doação havia sido autorizada pela Câmara Municipal de Sorriso.

Dilceu Rossato esteve à frente da Prefeitura de Sorriso em dois mandatos. O primeiro foi entre 2005 e 2009 e o segundo, de 2013 a 2017, período em que a lei que autorizou a doação dos terrenos foi aprovada.

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