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Operação na estrada: DNIT mobiliza 70 maquinários para manutenção da BR-174/MT

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mobilizou mais de 70 maquinários para atuar na manutenção emergencial da rodovia federal BR-174/MT, atingida por fortes chuvas. A Autarquia determinou que as três empresas que possuem contrato firmado com governo federal  (VF Gomes, Rodocon e Lutufo) atuem de imediato ao longo dos 363 quilômetros de extensão entre Castanheira, Juruena e Colniza, no interior de Mato Grosso.

Dentre os maquinários mobilizados, estão oito motoniveladoras, 10 escavadeiras, seis rolos compactador/pé de carneiro, dois tratores e 35 caminhões basculantes. Nos pontos críticos da rodovia, as equipes colocam materiais pétreos e executam ações de melhorias da drenagem das águas, além da recuperação de pontes de madeira

O intuito deste trabalho é reduzir os transtornos provocados pelas intensas chuvas, garantindo o trânsito dos veículos leves, de transporte de passageiros e também dos caminhões que transportam a produção mato-grossense. A região registrou, em 2020, a maior média de chuvas dos últimos anos.

A BR-174/MT é uma rodovia federal de 1.179,30 quilômetros de extensão. Os segmentos mais sensíveis são aqueles não pavimentados, com trechos não implantados, que se localizam no extremo noroeste de Mato Grosso, na divisa com os estados de Rondônia e Amazonas.

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Força-tarefa 

Para garantir a trafegabilidade na BR-174/MT, foi montada uma força-tarefa formada por DNIT e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os dois órgãos atuam conjuntamente no controle do tráfego pesado de veículos de carga.

Na BR-174/MT, o DNIT decidiu manter a proibição do tráfego de veículos com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) acima de 48,5 toneladas, como forma de minimizar danos à rodovia nesta época de chuvas intensas.

O DNIT ressalta que a rodovia ainda não foi implantada, e, portanto, não pode receber peso além da sua capacidade. O cumprimento da portaria do governo federal é necessário para manter a trafegabilidade da rodovia.

Até o fim de 2020, devem ser investidos pelo DNIT o montante de R$ 30 milhões na execução das ações de manutenção da BR-174/MT, como também ações de implantação da rodovia, como implantação de novos bueiros e elevação da altura da estrada para reduzir alagamentos.

 

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Prefeitura de Várzea Grande declara calamidade financeira após bloqueio de R$ 19 milhões

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal no município e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas para conter despesas e tentar reequilibrar as finanças da administração municipal.

De acordo com a prefeitura, a decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de aproximadamente R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos provenientes do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo a gestão, o bloqueio ocorreu devido ao atraso no pagamento de três parcelas de precatórios, cada uma em torno de R$ 6,5 milhões, referentes a obrigações acumuladas nos anos de 2023 e 2024.

A administração afirma que, apesar de possuir uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula cerca de R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, o município desembolsa aproximadamente R$ 6 milhões por mês para quitar essas dívidas judiciais, valor significativamente superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos na gestão anterior.

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Além dos precatórios, a prefeita aponta outros passivos herdados de administrações anteriores, entre eles uma dívida de R$ 19,4 milhões relacionada a créditos tributários e outra de R$ 36 milhões que, segundo a gestão, impede a emissão de certidões negativas e dificulta o acesso a recursos públicos.

Flávia Moretti também informou que o município garantiu emendas parlamentares destinadas às áreas de Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas afirma que os recursos permanecem indisponíveis porque a Câmara Municipal ainda não aprovou projetos considerados essenciais pela prefeitura, como o parcelamento de débitos e o remanejamento orçamentário.

Com a publicação dos decretos, ficam suspensas a criação de novas despesas, realização de eventos e festividades, aquisição de bens permanentes que não sejam considerados urgentes e a celebração de novos contratos, salvo situações consideradas indispensáveis.

Além disso, todas as secretarias municipais terão cinco dias úteis para apresentar planos de redução de gastos administrativos.

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. Apesar das restrições, a prefeitura informou que os serviços de Saúde, Educação, Assistência Social, pagamento da folha salarial, limpeza urbana e abastecimento de água terão prioridade na aplicação dos recursos.

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Em decreto separado, a prefeita estendeu a situação de calamidade financeira ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), alegando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio financeiro que coloca em risco a continuidade do abastecimento de água no município.

Segundo o documento, um levantamento apontou déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, além de irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A prefeitura informa ainda que o DAE acumula R$ 172,2 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, R$ 158,8 milhões em créditos que não foram inscritos em dívida ativa e mais de R$ 314 milhões em precatórios.

Diante desse cenário, o DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira, contendo um diagnóstico da situação da autarquia, metas para ampliar a arrecadação, cronograma de investimentos e medidas voltadas à recuperação da sustentabilidade financeira e à manutenção dos serviços de abastecimento de água.

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