Eleições 2020

Emanuel chama Abilio de ‘bibelô’ e ‘pau mandado’ de Mauro Mendes

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O candidato a reeleição Emanuel Pinheiro (MDB) partiu para o ataque contra seu concorrente na briga do segundo turno, Abilio Júnior (Podemos). Em uma grande reunião realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso na noite desta quinta (19), o prefeito subiu o tom e afirmou que o rival é uma marionete do governador Mauro Mendes.

“Está caindo a máscara, é uma candidatura patrocinada pelo Palácio Paiaguás, patrocinada pelo governador do Estado, utilizando os recursos públicos estaduais para atender o interesse político pessoal do governador que quer ampliar o seu poder. Está claro que nosso adversário é um ‘bibelô’ do Palácio Paiaguás. Não podemos permitir aventureiros, ‘pau mandado’ e ‘bibelô’ do Palácio Paiaguas”, esbravejou Emanuel Pinheiro.

O emedebista aproveitou para afirmar que o adversário se “gabava” por fazer uma campanha franciscana e terá uma “mega estrutura” financiada pelo governador do Estado. Emanuel ressaltou que já foi contratada uma grande produtora de vídeo e um marqueteiro conhecido pelo adversário.

“Já soubemos inclusive, fonte fidedigna que uma grande produtora foi contratada pelo Palácio Paiaguás e um conhecido marqueteiro também foi contratado pelo governador para bancar a candidatura do nosso adversário”, cutucou Emanuel. 

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Durante o discurso, Emanuel aproveitou para ressaltar que estão todos contra ele, e que o interesse é do governador em ampliar o seu poder político no Estado.

“É guerra, querem nos tirar  a  todo custo da prefeitura, porque não somos marionetes e não somos meninos de recado. É necessário entender quem são nossos adversário e quem os patrocina. O governo traiu a população. Eles não se importam com o futuro do povo. Não interessa o preparo e experiência de quem vai assumir a prefeitura, o que importa é tirar o 15, mas não irão conseguir, não. ", disparou.

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Eleições 2020

Presidente do TSE diz que abstenção de eleitores foi maior que o desejável

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse hoje (29) que a abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais foi maior que o desejável pela Justiça Eleitoral. Durante a apresentação do balanço das eleições, Barroso afirmou que a pandemia da covid-19 fez com que parte do eleitorado deixasse de comparecer às urnas por medo de contaminação pelo novo coronavírus.

Com 100% das seções eleitorais apuradas, a abstenção dos eleitores foi de 29,50%, equivalente a 11,1 milhões de pessoas. Nas eleições de 2018, 2016 e 2014, o índice de eleitores faltosos ficou em torno de 21%.

Na avaliação do presidente, embora a abstenção tenha sido maior que o desejado, a realização das eleições em meio à pandemia, com a participação de 70,50% dos eleitores, merece ser celebrada.

“É um número maior do que nós desejaríamos, mas é preciso ter em conta que nós realizamos eleições em meio à uma pandemia, que já consumiu 170 mil vidas, e que muitas pessoas, com o compreensível temor de comparecem às urnas, deixaram de votar. Muitas por estarem com a doença, muitos por estarem com sintomas e muitas por estarem com medo”, afirmou. 

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De acordo com o balanço final das eleições, houve 3,89% (1 milhão) de votos brancos e 8.81% (2,3 milhões) de votos nulos.

Ataque hacker
Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TSE também afirmou que não foram registrados ataques bem sucedidos de hackers aos sistemas do TSE no segundo turno. Barroso também elogiou o trabalho da Polícia Federal (PF), que prendeu ontem (28) um suspeito de envolvimento no ataque ao sistema do tribunal durante o primeiro turno.

"Há os que fazem esses ataques para procurar atacar a democracia e o sistema eleitoral, e procurarem tornar as instituições vulneráveis. Todos eles são criminosos, merecem o repúdio das pessoas de bem e merecem a ação da Justiça", disse.

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