Eleições 2020

Gisela mais perto de Abilio, e Emanuel usa vagas do filho e de Geller como “lobby”

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Peça fundamental na disputa do segundo turno em Cuiabá, a terceira colocada nas eleições pela prefeitura, Gisela Simona (Pros), está sendo cortejada por Abílio Júnior (Podemos) e Emanuel Pinheiro (MDB).

Uma fonte exclusiva do Folha360 da alta cúpula da coligação composta pelos partidos Pros, Rede, Cidadania e PDT revelou que Gisela tem 70% de chances de fechar apoio com Abílio Júnior. Para concluir o apoio, Gisela pediu para que Abílio volte atrás nas decisões de fechar a secretaria para mulher e o conselho municipal de cultura.

A fonte também revelou que Emanuel procurou Gisela e em troca do apoio político no segundo turno, negociou uma licença de seis meses do seu filho, deputado federal Emanuelzinho (PTB) e mais a licença do deputado federal Neri Geller (PP).

Gisela Simona é primeira suplente na coligação que elegeu Emanuelzinho e Geller. A licença de Geller seria uma articulação feita pelo deputado estadual Paulo Araújo (PP) que faz parte da base de apoio a Emanuel Pinheiro.

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No primeiro turno das eleições, Gisela ficou em terceiro lugar, com 50.137 votos, conquistando quase 20% do eleitorado cuiabano.

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Eleições 2020

Presidente do TSE diz que abstenção de eleitores foi maior que o desejável

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse hoje (29) que a abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais foi maior que o desejável pela Justiça Eleitoral. Durante a apresentação do balanço das eleições, Barroso afirmou que a pandemia da covid-19 fez com que parte do eleitorado deixasse de comparecer às urnas por medo de contaminação pelo novo coronavírus.

Com 100% das seções eleitorais apuradas, a abstenção dos eleitores foi de 29,50%, equivalente a 11,1 milhões de pessoas. Nas eleições de 2018, 2016 e 2014, o índice de eleitores faltosos ficou em torno de 21%.

Na avaliação do presidente, embora a abstenção tenha sido maior que o desejado, a realização das eleições em meio à pandemia, com a participação de 70,50% dos eleitores, merece ser celebrada.

“É um número maior do que nós desejaríamos, mas é preciso ter em conta que nós realizamos eleições em meio à uma pandemia, que já consumiu 170 mil vidas, e que muitas pessoas, com o compreensível temor de comparecem às urnas, deixaram de votar. Muitas por estarem com a doença, muitos por estarem com sintomas e muitas por estarem com medo”, afirmou. 

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De acordo com o balanço final das eleições, houve 3,89% (1 milhão) de votos brancos e 8.81% (2,3 milhões) de votos nulos.

Ataque hacker
Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TSE também afirmou que não foram registrados ataques bem sucedidos de hackers aos sistemas do TSE no segundo turno. Barroso também elogiou o trabalho da Polícia Federal (PF), que prendeu ontem (28) um suspeito de envolvimento no ataque ao sistema do tribunal durante o primeiro turno.

"Há os que fazem esses ataques para procurar atacar a democracia e o sistema eleitoral, e procurarem tornar as instituições vulneráveis. Todos eles são criminosos, merecem o repúdio das pessoas de bem e merecem a ação da Justiça", disse.

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