Eleições 2020

Pedro Taques: “dei de comer e beber quem depois me traiu”

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O candidato ao Senado, Pedro Taques (Solidariedade), admitiu que cometeu “erros estratégicos” enquanto governador, que culminaram, segundo ele, em “traição” de aliados de primeira. 

“Erros estratégicos, erros políticos. Dar de comer e beber quem depois me traiu”, declarou Taques, em entrevista ao Folha360, durante bate-papo na FIEMT, nesta quarta-feira (28). 

Após não conseguir a reeleição para o governo, Taques volta ao cenário político como candidato a senador, cargo no qual obteve destaque em nível nacional. 

Questionado sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que indeferiu o registro da sua candidatura para as eleições extemporâneas, Taques confirmou que apresentou recurso e que sua campanha continuará ativa. 

“Respeito a decisão do TRE, são sujeitos sérios e decentes e meu voto estará na urna”, disse. 

A decisão do TRE teve impacto direto na campanha do ex-governador. O deputado federal Dr. Leonardo admitiu que a recente decisão provocou a debandada de aliados. 

A perda mais sentida foi a do prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, que declarou apoio ao senador Carlos Fávaro (PSD). DR. Leonardo disse que adversários se aproveitaram de informações desencontradas para cooptar lideranças.

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"Muita gente aproveitou para difundir o Fake News, mentiram dizendo que estava tudo errado que cabia recurso e foi outros candidatos em cima, usando este argumento e infelizmente aconteceram essas situações na desculpa que não teria a candidatura de Pedro Taques", comentou o deputado Dr. Leonardo. 

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Eleições 2020

Presidente do TSE diz que abstenção de eleitores foi maior que o desejável

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse hoje (29) que a abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais foi maior que o desejável pela Justiça Eleitoral. Durante a apresentação do balanço das eleições, Barroso afirmou que a pandemia da covid-19 fez com que parte do eleitorado deixasse de comparecer às urnas por medo de contaminação pelo novo coronavírus.

Com 100% das seções eleitorais apuradas, a abstenção dos eleitores foi de 29,50%, equivalente a 11,1 milhões de pessoas. Nas eleições de 2018, 2016 e 2014, o índice de eleitores faltosos ficou em torno de 21%.

Na avaliação do presidente, embora a abstenção tenha sido maior que o desejado, a realização das eleições em meio à pandemia, com a participação de 70,50% dos eleitores, merece ser celebrada.

“É um número maior do que nós desejaríamos, mas é preciso ter em conta que nós realizamos eleições em meio à uma pandemia, que já consumiu 170 mil vidas, e que muitas pessoas, com o compreensível temor de comparecem às urnas, deixaram de votar. Muitas por estarem com a doença, muitos por estarem com sintomas e muitas por estarem com medo”, afirmou. 

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De acordo com o balanço final das eleições, houve 3,89% (1 milhão) de votos brancos e 8.81% (2,3 milhões) de votos nulos.

Ataque hacker
Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TSE também afirmou que não foram registrados ataques bem sucedidos de hackers aos sistemas do TSE no segundo turno. Barroso também elogiou o trabalho da Polícia Federal (PF), que prendeu ontem (28) um suspeito de envolvimento no ataque ao sistema do tribunal durante o primeiro turno.

"Há os que fazem esses ataques para procurar atacar a democracia e o sistema eleitoral, e procurarem tornar as instituições vulneráveis. Todos eles são criminosos, merecem o repúdio das pessoas de bem e merecem a ação da Justiça", disse.

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