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Aeroporto Internacional de Cuiabá prevê aumento de 12% no fluxo de passageiros

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Sob a gestão da Centro-Oeste Airports (COA), o Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (MT), se prepara para um aumento significativo no fluxo de passageiros durante o feriado de Carnaval. Com mais voos e instalações requalificadas, cerca de 35,5 mil viajantes devem embarcar e desembarcar nos 316 voos regulares previstos entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março.

A estimativa representa crescimento de 12,2% no fluxo de viajantes em relação ao mesmo feriado do ano passado, quando 31,6 mil clientes passaram pelo terminal aéreo. O total de voos programados será 14% maior em comparação com o mesmo período de 2024, quando o registro foi de 277 voos regulares.

O aumento da movimentação durante o próximo feriado é reflexo das melhorias implementadas no Aeroporto Marechal Rondon pela Centro-Oeste Airports que, além de oferecer muito mais conforto, comodidade e conveniência aos clientes, também elevou a capacidade de atendimento do terminal aéreo. Em 2024, o empreendimento teve suas obras de modernização concluídas, garantindo um salto de qualidade nas experiências de viagem.

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Todas as áreas do aeroporto foram modernizadas, com destaque para os espaços de embarque e saguão, que tiveram expansão de 50% em sua área total. Além disso, os passageiros agora contam com uma nova praça de alimentação e mais de 15 novos empreendimentos, incluindo marcas reconhecidas, como Fran’s Café, Subway, Rei do Mate e Casa do Pão de Queijo, proporcionando mais opções de produtos e serviços.

De acordo com Marco Antônio Migliorini, diretor-presidente da COA, a crescente demanda reforça a importância do terminal para a aviação nacional e regional. “O crescimento no fluxo de passageiros e na oferta de voos reforça o papel do Aeroporto Internacional de Cuiabá como ponto fundamental para a conectividade aérea no Centro-Oeste. Nosso compromisso é continuar aprimorando nossos serviços e infraestrutura para proporcionar mais comodidade e eficiência aos viajantes”, afirma.

 Mais oferta de voos
Além das estimativas positivas para o feriado, a oferta de viagens no mais importante terminal aéreo de Mato Grosso também foi incrementada. Desde 1º de fevereiro, Cuiabá conta com novas rotas fixas para Porto Velho (RO) e São José do Rio Preto (SP), operadas pela Azul Linhas Aéreas. Esses voos, que anteriormente eram oferecidos como opções extras, passaram a integrar a malha regular da companhia, com partidas aos sábados no trecho São José do Rio Preto/Cuiabá/Porto Velho e aos domingos no sentido Porto Velho/Cuiabá/São José do Rio Preto.

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 Sobre o Aeroporto
O Aeroporto Marechal Rondon é um dos principais centros de conexão do Centro-Oeste, oferecendo voos para 17 aeroportos localizados em oito estados brasileiros e no Distrito Federal. As ligações são realizadas pelas principais companhias aéreas do país – Azul, Gol e Latam –, garantindo aos passageiros uma ampla rede de destinos estratégicos e turísticos.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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