COMBATE À CRIMINALIDADE

Bope registra aumento em apreensões de droga e prisão de foragidos em 2024

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O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso registrou aumento expressivo na apreensão de entorpecentes no ano de 2024. Somente entre janeiro e o início do mês de dezembro foi apreendida mais de 1,4 tonelada de drogas, um aumento de 988% em relação ao montante apreendido em 2023, quando 133 quilos de entorpecentes foram retirados de circulação pelo Batalhão.

Os dados da produtividade operacional da unidade especializada reforçam a atuação do Batalhão em atendimentos de ocorrências de alta complexidade.

Entre as ações de combate ao tráfico, destaca-se a apreensão de 600 quilos de pasta base de cocaína em Várzea Grande, no mês de julho. Na ação, os agentes do setor de inteligência do Bope identificaram um laboratório de drogas, que funcionava em uma chácara. Nas diligências, os policiais confirmaram os fatos e fizeram toda a apreensão dos entorpecentes, resultando na prisão de duas pessoas e no confronto com outros três suspeitos.

Os operadores do Bope também participaram da apreensão de 483 quilos de cocaína, em conjunto com a Polícia Federal, em outubro deste ano. Já em trabalho integrado com a Força Tática do 1º Comando Regional, em setembro, mais de 100 quilos de maconha foram retirados de circulação, em Cuiabá.

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Além das apreensões de entorpecentes, as ações do Bope para a identificação, localização e prisão de foragidos da Justiça cresceram 457% em um ano. De janeiro a dezembro deste ano, 39 pessoas com mandados de prisão em aberto foram presas em ações do batalhão. Em 2023, sete pessoas haviam sido presas pela mesma natureza. 

O Bope também realiza trabalhos em conjunto com outras equipes da Polícia Militar de Mato Grosso e instituições parceiras, com apoio nos setores de inteligência e do Canil do Bope, tendo sido realizadas 64 ações para apoio na fiscalização e diligências de locais para busca de entorpecentes e outros materiais ilícitos.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis, que assumiu a unidade em novembro deste ano, destaca que o crescimento das ações do Bope é resultado do fortalecimento e empenho da tropa no combate ao crime organizado.

“Todos esses números só foram possíveis graças ao trabalho incansável dos nossos policiais do Bope, que não medem esforços para combater a criminalidade e o crime organizado. Todos os nossos setores do Batalhão estão empenhados para o programa Tolerância Zero ao Crime Organizado, trabalhando incansavelmente para a identificação de criminosos e apreensão de drogas, armas e outros materiais ilícitos. Vamos continuar mantendo o nosso trabalho para entregar cada vez uma sociedade mais segura e sem crimes para os nossos cidadãos”, destaca o comandante do Bope.

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Batalhão de Operações Especiais

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PMMT é composto por cerca de 100 policiais, que têm por finalidade imediata a execução de ações de alta complexidade e operações de alto risco.

A unidade é composta por militares especialistas em técnicas explosivistas, negociação, tiro de precisão, cinotecnia e entre outros, que atuam em ocorrências próprias e em apoio das demais unidades da Polícia Militar em operações e situações de ocorrências complexas.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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