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Defesa Civil orienta população para cuidados com a saúde após queda de temperatura em MT

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A Defesa Civil de Mato Grosso orienta a população para os cuidados com a saúde diante da queda de temperatura registrada no Estado nesta segunda-feira (30.6).

Um alerta de onda de frio foi emitido, nesta segunda-feira, pelos agentes estaduais, e deve se estender até sexta-feira (4), de acordo com as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Para esta semana, são esperadas temperaturas entre 15ºC e 29ºC, conforme as previsões do Inmet.

A Defesa Civil alerta que a mudança na temperatura exige atenção redobrada, principalmente com crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O frio intenso também pode agravar doenças respiratórias, cardiovasculares e alergias, comuns nesta época do ano. Por isso, é essencial que a população adote as medidas necessárias para preservar a saúde durante os próximos dias.

Entre as orientações da Defesa Civil estão:

  • Atenção a crianças e idosos, que são mais suscetíveis aos efeitos do frio;
  • Utilizar roupas adequadas para manter o corpo aquecido;
  • Evitar exposição prolongada ao frio;
  • Fazer atividades físicas leves: movimentar-se ajuda a manter a temperatura corporal e melhorar a circulação sanguínea;
  • Isolar bem portas e janelas. Use panos ou vedadores para evitar a entrada do vento frio nas residências;
  • Atenção aos animais. Mantenha os pets protegidos das áreas externas;
  • Evitar circular em áreas de risco de deslizamentos e alagamentos.
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Em caso de emergência, acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou o Ciosp pelo 190.

Alertas da Defesa Civil

Quer receber os alertas da Defesa Civil de Mato Grosso? Basta enviar o seu CEP, via mensagem de texto (SMS), para o número 40199.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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