80% CONCLUÍDA

Governador vistoria obra da Orla de Santo Antonio de Leverger

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O governador Mauro Mendes vistoriou, nesta sexta-feira (7/3), as obras da orla Santo Antônio de Leverger, que já está com 80% de conclusão.

De acordo com ele, o objetivo do local é potencializar o lazer para a região e atrair turistas.

“Isso que estamos fazendo em Santo Antônio, também estamos fazendo em diversas cidades do estado para melhorar a infraestrutura de turismo, mas, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, ressaltou o governador, que estava acompanhado do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

Para o presidente da Câmara de Vereadores, Rafael Lima, a obra tem sido um verdadeiro marco para a cidade.

“Com a ajuda do Governo, o município está prosperando. Uma obra como essa incentiva o comércio, o turismo e a cultura de nosso município, além de gerar emprego e renda. E tudo na obra é de primeira qualidade, bem feito”, registrou o vereador.

O secretário de Planejamento do municipio, pontuou que os investimentos do estado na cidade representam um “verdadeiro legado”.

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“Hoje vivemos uma outra realidade, que há muito tempo vínhamos lutando para ter. Agente tem muito que te agradecer, não só pela orla, mas pelo asfalto da Agrovila, do Porto de Fora, essa iluminação da rodovia, entre tantas obras”, afirmou ele, junto com a vice-prefeita Giseli Ribeiro.

A orla

As obras das orlas de Santo Antônio de Leverger estão 80% concluídas, com previsão de entrega ainda este ano.

O espaço está sendo construído em parceria entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), na região da praia de Santo Antônio.

A orla terá uma área total de 12,8 mil metros quadrados, com calçadão, dois bares, playground coberto, ambientes de convivência, arborização e iluminação, para que o espaço possa ser utilizado no período noturno.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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