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Eleição do Senado: 12 candidatos a vaga de Selma, impossível conhecer todos!

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O eleitor de Mato Grosso terá uma dura missão pela frente. Conhecer em pouco mais de um mês 12 candidatos ao Senado. Isso mesmo!!! 12 pessoas foram escolhidas em convenções para disputar o voto do eleitor. Sem dúvida, vai ser impossível para o eleitor conhecer, em profundidade, as propostas de todos eles.

Neste cenário, deve ficar com a vaga quem obter os apoios políticos mais fortes – por isso, a maioria luta para ser o “candidato do Bolsonaro”. Sai na frente no pleito quem tem maior capilaridade política, e faz o seu nome chegar ao maior número de municípios.

Como em toda campanha, poder econômico também vai fazer a diferença, especialmente, nas cidades pólos de Mato Grosso (com destaques para Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra). Neste quesito, a fiscalização do TRE e do povo tem que ser forte!   

Nos bastidores, comenta-se que o candidato que convencer os eleitores da Juíza Selma, que se assemelha aos do presidente Bolsonaro, pode sair vitorioso das urnas.  

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Na prática, esta campanha de 'tiro curto' – a eleição será dia 26 de abril – vai vencer vencido pelo mais organizado, que erre menos, que tenha boa estrutura de campanha e que passe a mensagem mais clara e simples possível. Uma ideia que possa colar na mente do eleitor rapidamente.  

Boa sorte aos candidatos, mas boa sorte, principalmente, aos eleitores que vão viver um mês bombardeados pela propaganda eleitoral!

Veja nomes:

Julio Campos (DEM)

Otaviano Pivetta (PDT)

Nilson Leitão (PSDB)

Tenente-Coronel Rúbia Fernanda (Patriota)

Gisela Simona (PROS)

Valdir Barranco (PT)

José Medeiros (Podemos)

Carlos Fávaro (PSD)

Elizeu Nascimento (DC)

Procurador Mauro (PSOL)

Reinaldo Morais (PSC)

Feliciano Azuaga (Novo)

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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