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Feito histórico! Maria Helena Póvoas, presidente do TJ, assume cargo de Governadora de MT

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A atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, assume nesta sexta (29) o cargo de governadora do Estado. 

A experiente magistrada vai ocupar a vaga aberta pelo vice Otaviano Pivetta, que estava interinamente substituindo o governador Mauro Mendes (DEM) que está em viagem internacional, participando da Conferência do Clima em Glasgow, na Escócia, a COP26.

Pivetta deixou o cargo para fazer tratamento de saúde. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, poderia assumir o cargo, mas ele também está fazendo parte da comitiva liderada por Mauro. 

Nota do editor: Uma vitória para uma sociedade que luta por direitos iguais entre as pessoas. Uma vitória para as mulheres, ainda mais por se tratar de Maria Helena Póvoas – uma magistrada histórica em Mato Grosso, que já foi advogada e sempre exerceu a defesa das leis com tanta firmeza e conduta ilibada. 

Cúrriculo – Maria Helena Gargaglione Póvoas nasceu em Cuiabá, é formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e inscrita na OAB/MT desde 25 de maio de 1983. Possui curso de pós-graduação em Direito Processual Civil na Universidade de Cuiabá (Unic). Foi presidente da OAB-MT por dois mandatos consecutivos, de 1993 a 1997. Militou como advogada em Mato Grosso de 1983 a 2005.
 
Entrou para a magistratura em fevereiro de 2005, na vaga do Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil. Atuou como presidente da 2ª Câmara Cível do TJMT e presidente da 1ª Turma Câmaras Cíveis Reunidas. Foi presidente da Coordenadoria de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso em 2011/2012. Foi vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE-MT) no biênio 2013/2015 e eleita presidente do TRE-MT no biênio 2015/2017. Na gestão (biênio 2019/2020), atuou como vice-presidente do TJMT. Na atual gestão (2021-2022) é presidente do TJMT e assume hoje interinamente o cargo de governadora de Mato Grosso. 
 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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