OMISSÃO DE DADOS

Gestão anterior omite informações e Receita suspende CNPJ da Empresa Cuiabana de Saúde

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Por falhas graves da gestão anterior, a Empresa Cuiabana de Saúde teve seu CNPJ suspenso pela Receita Federal e está, desde segunda-feira (26), impedida de receber recursos públicos. A atual administração já trabalha com agilidade para reverter a situação e restabelecer a normalidade.

A suspensão do CNPJ da Empresa Cuiabana de Saúde foi motivada pela omissão no envio de informações obrigatórias ao Ministério da Fazenda entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, período integralmente sob responsabilidade da gestão anterior. Entre os dados não repassados estão despesas com folha de pagamento, comprovações de recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que somam cerca de R$ 6,9 milhões.

Sem essas informações, a Receita Federal classificou o CNPJ da empresa como inapto, impedindo-a temporariamente de movimentar recursos públicos e firmar compromissos financeiros.

“Já estamos trabalhando pela regularização perante à Receita Federal”, afirmou o contador geral do município, Eder Galiciani. A atual gestão mobilizou equipes técnicas e jurídicas para regularizar o envio dos Atos Declaratórios Executivos (ADEs), o que permitirá a reativação do CNPJ e a retomada plena das operações financeiras da instituição.

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A Empresa Cuiabana de Saúde Pública, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, é responsável pela gestão do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e do Hospital São Benedito, unidades de referência em alta complexidade na capital. Sua atuação é fundamental na execução de serviços de saúde autorizados pelo Conselho Municipal de Saúde.

Com empenho e responsabilidade, a nova gestão está determinada a sanar os problemas herdados e garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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