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Governo garante fornecimento de itens essenciais para higiene e bem-estar de detentos

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O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus MT), tem adotado uma política rigorosa e organizada para garantir o fornecimento adequado de materiais de higiene e limpeza às unidades do sistema penitenciário. A distribuição regular dos insumos nas unidades penitenciárias assegura condições sanitárias adequadas, protege a saúde dos reeducandos e servidores e reforça a política estadual de custódia humanizada.

“Com a criação da Sejus, houve uma reestruturação administrativa que aprimorou a gestão e distribuição dos insumos penitenciários. A secretaria implementou um planejamento logístico estratégico, assegurando que todas as unidades prisionais do Estado recebam regularmente os materiais essenciais, sem risco de desabastecimento”, afirmou o secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

O fornecimento desses produtos é realizado por meio de processos licitatórios transparentes, como os pregões eletrônicos n.º 083/2024 e n.º 079/2024, que garantem a aquisição de itens de higiene pessoal e produtos de limpeza de qualidade. Esses contratos abrangem não apenas o sistema penitenciário, mas também atendem outras forças de segurança pública, fortalecendo a integração da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.

Distribuição organizada para atendimento universal

A distribuição dos materiais é conduzida pela Coordenadoria de Patrimônio e Serviço da Sejus, seguindo um cronograma rigoroso de entregas trimestrais. Para garantir que todos os reeducandos tenham acesso aos insumos necessários, a secretaria estruturou a distribuição em dois formatos principais:

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Kit individual: contempla itens básicos para a higiene pessoal de cada reeducando, como papel higiênico, escova e creme dental, sabonete antisséptico, sabão em barra, absorventes higiênicos (para detentas), barbeadores e outros itens essenciais.
Kit coletivo: destinado às celas e áreas comuns das unidades prisionais, contendo produtos como água sanitária, desinfetantes, detergente, sabão em pó, sacos de lixo e outros materiais para a manutenção da limpeza e organização dos espaços.

A distribuição é realizada de forma equitativa, considerando o número de internos em cada unidade prisional. Desde a Penitenciária Central do Estado (PCE), que abriga mais de 2900 custodiados, até unidades menores, com menos de 100 internos, todas recebem o fornecimento regular de insumos.

Impacto na saúde, segurança e ressocialização

A iniciativa do Estado de Mato Grosso de garantir a entrega de materiais de higiene e limpeza aos detentos não se resume apenas ao cumprimento de normas legais, mas reflete um compromisso com os direitos humanos e a reintegração social dos reeducandos. O fornecimento contínuo desses insumos reduz a incidência de doenças infecciosas, melhora as condições sanitárias e contribui para um ambiente mais seguro tanto para os internos quanto para os servidores penitenciários.

Além dos itens de higiene pessoal e limpeza, o Estado também viabiliza a produção de uniformes para os reeducandos por meio das oficinas de costura instaladas nas próprias unidades prisionais. A aquisição de tecidos e aviamentos permite que os próprios internos confeccionem o vestuário padronizado, promovendo o trabalho e a qualificação profissional dentro do sistema prisional.

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“A Sejus trabalha constantemente para aprimorar a gestão da assistência material no sistema penitenciário. Durante a transição administrativa, foram identificadas lacunas no fornecimento de alguns itens, como desodorantes, que não estavam contemplados nos contratos anteriores. Para corrigir essa situação, a secretaria já iniciou tratativas para novos processos de aquisição, reforçando o compromisso com a garantia de condições adequadas aos reeducandos”, declarou o secretário de Justiça.

Outro avanço significativo é a implementação de um sistema integrado de controle de estoque e distribuição, permitindo um monitoramento preciso dos materiais fornecidos a cada unidade. Com essa inovação, a Sejus assegura maior transparência e eficiência na gestão dos recursos, evitando desperdícios e otimizando os processos logísticos.

Compromisso com a humanização e a eficiência

O Governo do Estado de Mato Grosso reafirma sua prioridade em garantir um sistema prisional mais digno, seguro e eficiente. A regularidade na distribuição de insumos de higiene e limpeza reflete a seriedade da administração pública em cumprir seu papel com responsabilidade e transparência.

“A Sejus seguirá aprimorando seus processos, consolidando uma política de custódia humanizada, que respeita os direitos dos reeducandos e promove a ressocialização, alinhada às melhores práticas de gestão penitenciária no Brasil”, garantiu o secretário Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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