EFICIÊNCIA EM SAÚDE

Hospital Regional de Alta Floresta realizou 4,4 mil cirurgias em um ano

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O Hospital Regional de Alta floresta, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 4.449 cirurgias durante o ano de 2024. De acordo com o balanço feito pela unidade, a performance é expressivamente maior às registradas nos anos de 2022 e 2023, em que foram realizadas 2.724 e 3.776 cirurgias, respectivamente.

Com o aumento de mais de 1.700 procedimentos cirúrgicos, o hospital atua como referência em média e alta complexidades para 111.154 habitantes da Região Alto Tapajós.

Entre as especialidades cirúrgicas realizadas pela unidade estão: ortopedia (1.332), cirurgia geral (1.242), ginecologia e obstetrícia (1.214), cirurgia vascular (318), otorrinolaringologia (150), urologia (123) e neurocirurgia (70).

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, ressaltou a boa performance do Hospital Regional de Alta Floresta.

“A gestão do governador Mauro Mendes trabalha para ofertar uma saúde que funcione para o cidadão e é isso que vemos neste hospital: uma performance cada vez mais positiva, que melhora ano a ano, com serviços de muita qualidade e eficiência”, avaliou.

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Além das cirurgias, em 2024, também foram registrados 28.359 atendimentos ambulatoriais no Hospital Regional de Alta Floresta, sendo 9.284 de urgência e emergência. Desses, 5.873 pacientes foram internados e 13.202 foram atendidos no ambulatório de especialidades, setor que registrou aumento na demanda de 53% em relação ao ano de 2023.

O paciente Alex Monteiro dos Santos, de 41 anos, residente do município de Apiacás, agradeceu o atendimento prestado pelos profissionais do Hospital Regional e avaliou o serviço da unidade como de “alta qualidade”.

“Queria agradecer a toda equipe médica do Hospital Regional de Alta Floresta, que prestou um atendimento de alta qualidade quando fiquei internado na unidade. Podemos perceber como a hospital tem investido cada vez mais nos atendimentos aos pacientes, desde um apoio psicológico até às refeições oferecidas. No momento, passo por um tratamento e não tenho o que reclamar, podemos perceber a diferença no atendimento à população”, pontuou.

Atualmente, o Hospital Regional de Alta Floresta conta com as seguintes especialidades: anestesiologia, cirurgia geral, cirurgia vascular, neurocirurgia, ortopedia e traumatologia, ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, clínica médica geral, cardiologia, medicina intensivista e pediatria.

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A diretora do Hospital Regional, Taniele Mechi, atribuiu o aumento da produtividade ao trabalho integrado das equipes da unidade.

“Isso é reflexo do desempenho de todos os colaboradores e prestadores de serviços do Hospital Regional de Alta Floresta, que vêm garantindo uma assistência à saúde humanizada e integral, em alinhamento com os valores da atual gestão, que realiza o trabalho com transparência, eficiência, profissionalismo e resolutividade”, acrescentou a gestora.

O Governo do Estado investe R$ 144,3 milhões nas obras de construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta, que já está 80% concluído. A nova estrutura contará com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI – entre adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal – para atendimento na média e alta complexidade em saúde.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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