ATENÇÃO ATLETAS

Inscrições para a 36ª Corrida Bom Jesus de Cuiabá abrem às 19h

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, abre nesta quarta-feira (12), às 19h (horário local), as inscrições para a 36ª edição da Corrida Bom Jesus de Cuiabá. O evento, que já se consolidou no calendário esportivo da capital, promete reunir milhares de atletas e entusiastas da modalidade.

O período de inscrição se estenderá até o dia 21 de março de 2025, às 18h, ou até o preenchimento do limite de 3 mil vagas. Os interessados devem se inscrever pelo site www.morro-MT.com.br.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, destaca a importância do evento: “A Corrida Bom Jesus de Cuiabá é um momento de celebração do esporte e da qualidade de vida. Convidamos toda a população a participar e prestigiar essa tradicional competição que movimenta nossa cidade”, afirmou.

A corrida será realizada no dia 6 de abril de 2025, com concentração às 6h no campo de futebol do Complexo Dom Aquino. O percurso de 10 km terá largada e chegada no Complexo Dom Aquino, passando por pontos turísticos da capital.

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O evento contará com o apoio de 380 colaboradores na organização e execução, além da parceria com diversos órgãos e instituições, incluindo a Câmara de Vereadores de Cuiabá, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Comunicação, o Corpo de Bombeiros Militar e a empresa Chirolli.

Horários das largadas:
•    6h20 – Atletas com deficiência e idosos acima de 65 anos (Masculino e Feminino);
•    6h30 – Categoria geral (Masculino e Feminino);
•    6h45 – Fechamento do setor de largada.

Retirada dos kits

Os atletas inscritos deverão retirar seus kits entre os dias 1º e 4 de abril de 2025, na loja Beto Esporte, localizada no Shopping Pantanal. Para a retirada, será necessário doar 2 kg de alimentos não perecíveis (exceto sal e açúcar).

Itens do kit:
•    Sacochila alusiva ao evento;
•    Camiseta oficial;
•    Chip eletrônico descartável;
•    Número de inscrição (número de peito).

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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