2025/2029

Lula nomeia Júlio Cesar para segundo mandato como reitor do IFMT com orçamento de R$ 500 milhões

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, na última quinta-feira (17), a nomeação do professor Júlio Cesar Santos para o segundo mandato à frente do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). A assinatura do decreto ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, após a reeleição de Júlio em chapa única.

A solenidade contou com a presença do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, do deputado federal Emanuelzinho, do assessor especial da Presidência, Valtenir Pereira, além de pró-reitores e representantes da diretoria do IFMT.

O decreto de nomeação será publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias. A posse do reitor e dos 34 diretores eleitos está marcada para o próximo dia 29 de abril, em evento que será realizado em Cuiabá. O novo mandato se estenderá até abril de 2029.

Expansão e metas para os próximos anos
À frente de uma das maiores instituições de ensino do estado, com 19 campi, 5 núcleos avançados e cerca de 25 mil alunos, o reitor Júlio Cesar projeta uma gestão focada na expansão e melhoria da qualidade do ensino.

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Entre as prioridades estão a reestruturação interna, o aumento do número de vagas, a construção de novos campi e a implantação de restaurantes estudantis em todas as unidades — atualmente, oito estão em construção. A meta da gestão é ambiciosa: elevar o número de matriculados para 40 mil estudantes nos próximos anos.

Com um orçamento que gira em torno de R$ 500 milhões, Júlio reforçou o compromisso de fortalecer o papel do IFMT na educação pública e gratuita de qualidade em Mato Grosso.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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