17ª FEMODA

Maior feira de moda do Centro-Oeste reunirá 450 fábricas e lojistas de todo MT em Cuiabá

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Mais de 1.600 lojistas de todas as regiões de Mato Grosso são esperados na 17ª edição da Feira de Moda de Mato Grosso (FEMODA-MT), marcada para acontecer entre os dias 24 e 26 de julho, no Cenarium Rural, em Cuiabá. Considerada a maior feira de moda do Centro-Oeste, a FEMODA movimenta o setor atacadista com oportunidades exclusivas de negócios.

O evento é voltado exclusivamente para profissionais do varejo e contará com mais de 450 marcas expositoras, que apresentarão lançamentos e tendências nos segmentos de calçados, confecções e acessórios. Marcas consagradas como Azaleia, Moleca, Rider, Cartago, Ferracini, Pegada e Democrata já confirmaram presença, além de grifes voltadas ao público country, como Rodeo Way, Texas Farm e Chapéus Cury.

Negociação direta e vantagens exclusivas

Durante os três dias de feira, lojistas poderão negociar diretamente com os fabricantes, com acesso a preços e prazos diferenciados, exclusivos para o período do evento. Além disso, a FEMODA representa uma oportunidade para fortalecer parcerias comerciais e renovar o estoque com as principais novidades do mercado.

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“A FEMODA se consolidou como uma vitrine estratégica para o setor atacadista. Os lojistas encontram aqui um ambiente propício para fechar bons negócios, com condições que dificilmente se repetem no ano”, destacam os organizadores.

A abertura oficial está prevista para o dia 24 de julho, às 9h. O evento contará com estrutura climatizada e atendimento voltado exclusivamente aos profissionais credenciados.

Credenciamento gratuito e exclusivo

A participação é gratuita, mas exclusiva para lojistas. Os interessados devem realizar o credenciamento antecipado por meio do site oficial da FEMODA.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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