DISQUE CORTA-FOGO

Nova Rota do Oeste intensifica ações de prevenção aos incêndios na BR-163

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Tempo seco e escassez de chuvas, condições ideais para a propagação de incêndios. Nas rodovias, as queimadas provocam, além de prejuízo ambiental, risco de acidentes com a redução da visibilidade da pista. Durante o período de seca em 2023, entre os meses de julho e novembro, a Nova Rota do Oeste, que administra 850 quilômetros da BR-163/364, atendeu 243 acionamentos para controle de chamas nas proximidades da rodovia, e em preparação para a estiagem de 2024, reforçou as atividades de limpeza de vegetação às margens da rodovia e iniciou o Disque Corta-Fogo a fim de evitar a dispersão dos focos de calor.

Com foco na segurança viária e prevenção de incêndios, a Nova Rota do Oeste possui três frentes de atuação às margens da rodovia. São realizados serviços de roçada (limpeza da vegetação) a uma distância de quatro metros a partir do bordo da pista, além da realização de aceiros (faixas livres de vegetação) às margens das cercas das propriedades lindeiras à rodovia para prevenção de queimadas. Ainda, por meio do Disque Corta-Fogo, os donos dos terrenos que desejarem remover a vegetação em áreas não contempladas pelos serviços da Concessionária podem solicitar a autorização facilitada para a realização os trabalhos pelo 0800 065 0163. É necessário informar data, horário e localização onde pretendem realizar o trabalho.

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Em apoio ao Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios, a Concessionaria monitora todo o trecho concedido, 24h por dia, compartilhando informações com os militares para agilizar os atendimentos. Ainda, para conter focos iniciais ou de pequena proporção evitando o alastramento das chamas, a Nova Rota conta com cinco caminhões-pipa, frota renovada em maio de 2024 em substituição aos veículos antigos, além de um pipa extra exclusivamente destinado para o período de intensificação dos focos. Também, os profissionais da Concessionária são treinados para prestar os atendimentos iniciais ao fogo e contam com abafadores disponíveis para o trabalho.

A fumaça produzida pelas queimadas pode prejudicar a visibilidade da pista, trazendo riscos à segurança viária, por isso, o diretor de Operações da Nova Rota do Oeste, Wilson Ferreira, destaca algumas dicas importantes aos motoristas. “Se avistar um incêndio na rodovia, tenha foco total na direção, mantenha uma distância segura dos demais veículos, busque parar em lugar seguro e acione imediatamente o serviço da Concessionária que adotará as medidas necessárias”.

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Ferreira também lembra que o descarte incorreto de lixo, como pontas de cigarros e embalagens contendo produtos inflamáveis, além de crime ambiental, pode provocar grandes incêndios florestais e orienta aos motoristas que realizem o descarte correto de objetos dessa natureza.

Chame a Nova Rota – Se avistar um foco de incêndio às margens da rodovia acione a Nova Rota do Oeste por meio do 0800 065 0163, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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