TOLERÂNCIA ZERO

PC apreende novo carregamento de droga que pertencia a quadrilha presa em VG

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Mais 20 tabletes de droga foram apreendidos pela Polícia Civil, nesta terça-feira (03.12), em diligência contínua da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Politec e dos cães farejadores do canil da Polícia Penal.

O carregamento de pasta base de cocaína foi localizado pelos policiais civis na residência situada no bairro Santa Isabel, em Várzea Grande, pertencente ao casal preso na segunda-feira (02), com cerca de 1,1 tonelada de maconha.

Dando sequência nas investigações, surgiu a suspeita de haver mais quantidade de entorpecentes no local, razão pela qual equipe da DRE retornou ao endereço no início da tarde desta terça-feira (03).

Novamente foram percorridos cerca de 90 metros da trilha existente no fundo do imóvel, até o ponto onde estava ocultada a 1,1 tonelada de maconha, e os policiais civis passaram a escavar.

Em seguida, foi encontrado um tambor de cor laranja, com 20 tabletes grandes de pasta base de cocaína, várias porções e recipientes plásticos contendo a mesma substância, além de fitas adesivas de cor marrom e outros materiais utilizados para a venda ilícita.

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Diante da nova apreensão e das características semelhantes das peças de maconha e da pasta base de cocaína, foi evidenciando que os dois carregamentos pertenciam ao jovem preso em flagrante na primeira ação.

Conforme apurado pela DRE, os indícios demonstram que, além de enterrar e armazenar grande quantidade de droga, o suspeito utilizava sua residência como laboratório para preparar os entorpecentes para venda.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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