CULTURA EMPREENDEDORA

Sebrae abre seletivo para vagas em sete municípios com salários de até R$ 6,1 mil

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São ofertadas oito oportunidades sendo duas para assistentes e seis para analistas com salários de R$ 3,1 mil e R$ 6,1 mil respectivamente, mais benefícios
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso (Sebrae/MT), abriu as inscrições do processo seletivo para preenchimento de vagas nas cidades de Alta Floresta, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Guarantã do Norte, Nova Mutum, Primavera do Leste e Rondonópolis. Ao todo, são disponibilizadas oito vagas, sendo duas para Assistente Técnico II (salário de R$ 3,8 mil) e seis para Analista Técnico I, com salário de R$ 6,1 mil.

Todos os cargos são para período integral e mais benefícios, como vale alimentação, assistência médico-hospitalar, Wellhub, orientação psicológica, auxílio creche, plano de previdência privada e universidade corporativa.

O processo seletivo consiste nas seguintes etapas: inscrição, resultado da análise curricular e conferência de requisitos, avaliação de conhecimentos, avaliação de habilidades e perfil, documentação comprobatória, entrevista por competência e o resultado final, que será divulgado no dia 17 de março.

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Os interessados devem se inscrever no processo seletivo até a próxima quarta-feira (05.02).

O Sebrae/MT tem como propósito “transformar os pequenos negócios em protagonistas do desenvolvimento sustentável do Brasil, nossa missão é fazer a diferença na vida dos pequenos negócios, e estamos em busca de pessoas que tenham esse propósito também, e que dêem match com nossos valores: foco no cliente, ética, resiliência, inovação, valorização humana, resultados sustentáveis e cooperação”, explica a gestora de Recrutamento e Seleção do Sebrae/MT, Daniela Meneguzzo.

Os requisitos para concorrer à vaga estão descritos no comunicado de cada processo seletivo, incluem formação, experiência, CNH na categoria mínima B, disponibilidade para viagens e para trabalhar aos finais de semana, além de residir na cidade onde há a oferta da vaga.

Os interessados podem se inscrever acessando o link.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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