APONTA INMET

Semana será ensolarada com máxima de 37°C na capital

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Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a primeira semana de junho será ensolarada, tempo aberto e com altas temperaturas em Mato Grosso. Na capital a mínima pode variar entre 21ºC e 22°C e a máxima entre 35ºC e 36ºC, em outras regiões do estado a mínima pode variar entre 18ºC e 19ºC e a máxima entre 34ºC e 35ºC. Acompanhe a previsão para Cuiabá e alguns municípios de Mato Grosso a seguir:
Cuiabá – Ainda nesta segunda-feira (03), a máxima é de 37°C e a mínima é de 22°C, com tempo nublado. Ao longo da semana a temperatura varia entre a mínima de 21ºC e 22°C e a máxima entre 35ºC e 36ºC.

Chapada dos Guimarães – Nesta segunda-feira a temperatura mínima é de 19°C e a máxima de 35°C. Ao longo da semana, a temperatura varia entre a mínima de 18ºC e 19°C e a máxima 34°C a 35ºC.
Poconé – Esta segunda a previsão é de máxima de 35ºC e a mínima de 21°C. Durante a semana a temperatura varia entre 18ºC e 19ºC e a máxima entre 34ºC e 35ºC.
Rondonópolis – Nesta segunda (03) a previsão é de temperatura mínima de 20ºC e máxima de 34ºC. Durante a semana, a temperatura varia entre a mínima de 18ºC e 19ºC e a máxima entre 34ºC e 35ºC.
Cáceres – Para esta segunda, a mínima é de 22ºC e a máxima de 34ºC. Durante os próximos dias da semana, a temperatura pode variar entre 18ºC e 19°C e a máxima entre 36ºC e 37ºC.
Sorriso – Para esta segunda (03) a mínima é de 20ºC e a máxima é de 34ºC. Durante os próximos dias da semana, a temperatura mínima pode variar entre 19ºC e 20ºC e a máxima varia entre 34ºC e 35ºC.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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