subiu 18 posições

TRT/MT é o 5º tribunal do trabalho em índice que mede sustentabilidade

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O empenho em ações de responsabilidade socioambiental fez o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) avançar da 23ª colocação, em 2024, para o 5º lugar entre os tribunais do trabalho de todo o país no Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS) de 2025. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (30) pelo Conselho Nacional de Justiça.

Um dos destaques do desempenho do TRT de Mato Grosso no ranking de sustentabilidade foi o percentual de consumo de energia proveniente de fontes renováveis. Enquanto a média da Justiça do Trabalho nacional ficou em 8,6%, o TRT/MT alcançou 43,4%, a maior pontuação entre todos os tribunais trabalhistas do país.

O uso de energia limpa reflete o compromisso institucional com práticas sustentáveis e a redução dos impactos ambientais. No comparativo com os demais ramos do Judiciário, o índice médio de energia renovável foi de 7,3% em 2024, sendo 7,1% na Justiça Estadual, 14,4% na Justiça Eleitoral e 3,7% na Justiça Federal.

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Outro resultado expressivo do TRT de Mato Grosso foi o segundo lugar entre os tribunais de pequeno porte no indicador de consumo relativo de energia elétrica por área construída em 2024. Ao todo, o gasto com energia elétrica no Judiciário brasileiro foi de R$ 629,9 milhões, sendo 61,7% na Justiça Estadual, 12,9% na Justiça Federal e 12,7% na Justiça do Trabalho.

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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