CASO BRUNO FRANÇA

Defesa alega grave sofrimento psicológico para explicar ação do delegado contra investigador

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O delegado da Polícia Civil Bruno França Ferreira, preso sob custódia da própria corporação após ser autuado em flagrante por tentativa de homicídio qualificado contra o investigador Roberto Pinto Ribeiro, o “Betão”, estava passando por um período de grave sofrimento psicológico agravado por problemas familiares e pela pressão acumulada de quatro anos de atuação no combate ao crime organizado em Sorriso. A informação consta em nota divulgada pelos advogados de defesa nesta sexta-feira (15).

Segundo a defesa, nos últimos dois meses Bruno França atravessou uma crise emocional severa, desencadeada por questões familiares complexas e pelo desgaste provocado pelo trabalho na linha de frente contra facções criminosas — área em que tinha atuação reconhecida por autoridades locais. A nota afirma que amigos e colegas de trabalho chegaram a ir até a residência do delegado a pedido da família para tentar ajudá-lo diante do estado emocional em que ele se encontrava.

A defesa sustenta que a reação de Bruno durante a ocorrência registrada na noite de quarta-feira (13), na rua Pica-Pau, no bairro Parque das Araras, foi reflexo de um momento em que ele “não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais”. O delegado foi baleado nos dedos durante a intensa troca de tiros com o investigador, que afirmou à Polícia Militar que o delegado teria ido até sua casa com a intenção de matá-lo. Mesmo ferido, Bruno França conseguiu dirigir até uma unidade de saúde, onde passou por cirurgia de reconstrução de um dedo que ficou praticamente arrancado.

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A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que o delegado permanece hospitalizado, sem risco de morte, e será apresentado e colocado à disposição da Justiça assim que receber alta médica. A defesa afirma que a própria Corregedoria reconheceu preocupação com a condição psicológica do delegado ao analisar o caso, afastando a necessidade de prisão preventiva. A Justiça determinou medidas cautelares como afastamento temporário do cargo, suspensão do porte de arma e acompanhamento psicológico especializado.

O investigador Betão, por sua vez, prestou depoimento e foi liberado, com a Polícia Civil confirmando que ele agiu em legítima defesa. As circunstâncias do confronto — que segundo informações preliminares teria sido precedido por troca de mensagens de WhatsApp — seguem sendo investigadas pela Corregedoria-Geral, que já realizou diversas diligências desde a madrugada de quinta-feira (14) para esclarecer todos os detalhes do episódio que chocou a categoria e expôs as fraturas emocionais e institucionais dentro da corporação.

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POLÍCIA

Homem embriagado espanca companheira, tenta pegar faca e foge com bebê de dois meses em Cuiabá

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Uma mulher de 28 anos viveu momentos de terror na madrugada deste sábado (16) em Cuiabá, após ser agredida pelo companheiro, de 30 anos, que chegou em casa sob efeito de álcool e drogas e exigiu relações sexuais. Diante da recusa, o homem passou a agredi-la com socos e tapas na cabeça, chegou a enforcá-la, tentou pegar uma faca e, na fuga, levou consigo o filho recém-nascido do casal — um bebê de apenas dois meses.

De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão começou quando a vítima recusou a investida do companheiro. Ele a enforcou, desferiu golpes contra a cabeça dela e tentou pegar uma faca dentro da residência. Para impedir que a mulher pedisse socorro, o suspeito tomou o celular dela. A vítima, no entanto, conseguiu gritar por ajuda e orientou os outros dois filhos — de 7 e 9 anos — a saírem de casa.

Ao retornar para buscar o bebê de dois meses, a mulher foi surpreendida novamente. O homem pegou a criança no colo e voltou a agredi-la. Vizinhos ouviram os gritos de socorro e intervieram, impedindo que ele fugisse de motocicleta levando o recém-nascido. O bebê foi devolvido à mãe, ileso.

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Antes de fugir, o suspeito jogou o celular da vítima no chão, destruindo o aparelho, e fez ameaças de morte, afirmando que retornaria para “terminar o que havia começado”. Ele fugiu em uma motocicleta e ainda não foi localizado pela polícia. A ocorrência foi registrada como violência doméstica, ameaças, danos e lesões corporais. A vítima apresentava dores e escoriações pelo corpo.

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