DINHEIRO DA CORRUPÇÃO

Abilio revela que R$ 6 milhões recuperados de esquema de José Riva bancaram novo CAPS

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Emanoele Daiane | Secom Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quarta-feira (6) que a verba utilizada para a construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Adolescer) não teve origem em repasses do Governo Federal, mas sim em recursos recuperados de esquemas de corrupção. Segundo o gestor, o montante de R$ 6 milhões é fruto de uma devolução monetária viabilizada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, referente aos escândalos que envolveram o ex-deputado José Riva.

Durante a solenidade de inauguração da unidade, Abilio destacou que a destinação desses valores é uma resposta direta ao combate à impunidade. O prefeito enfatizou que outros recursos recuperados judicialmente também serão aplicados em obras sociais, como a Casa de Atendimento dos Idosos. Para o chefe do Executivo municipal, a entrega da obra simboliza uma mudança de paradigma na gestão pública, priorizando a aplicação de verbas que anteriormente seriam desviadas para o benefício da população.

“Não podemos comemorar uma unidade de saúde feita com dinheiro recuperado da corrupção como algo normal; temos que comemorar um estado que não rouba o dinheiro da saúde”, declarou Abilio durante a coletiva. O prefeito aproveitou a oportunidade para parabenizar o trabalho dos órgãos de controle e do Judiciário, ressaltando que a parceria com o Ministério Público tem sido fundamental para destravar investimentos e garantir o acesso direto da população a serviços essenciais por meio da Defensoria Pública.

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Abilio também apresentou dados sobre o crescimento do investimento em saúde na capital. De acordo com o prefeito, o orçamento da pasta saltou de R$ 900 milhões em 2024 para R$ 1,2 bilhão em 2025, atingindo a marca de R$ 1,5 bilhão já utilizados em 2026. Ele reforçou que a saúde se tornou a prioridade número um de sua administração, superando inclusive os gastos com educação, com o objetivo de reduzir a judicialização e modernizar a rede de atendimento psicossocial e hospitalar de Cuiabá.

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PC caça grampos na Câmara de VG após vereador achar microfone oculto

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A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande suspendeu a sessão ordinária desta terça-feira (12) para permitir que a Polícia Civil realize uma varredura minuciosa em todas as dependências do prédio legislativo. A medida drástica foi tomada após o vereador Bruno Rios (PL) encontrar um dispositivo de escuta ambiental escondido atrás das bandeiras de seu gabinete. A Gerência de Contrainteligência (GECOI) da Polícia Civil foi acionada oficialmente para identificar se outros aparelhos clandestinos foram instalados no plenário ou em gabinetes de outros parlamentares.

O caso que detonou a crise institucional ocorreu durante uma manutenção de rotina no gabinete de Rios. O parlamentar e um assessor localizaram um microfone minúsculo, revestido com fita isolante, oculto em uma canaleta do ar-condicionado. O dispositivo foi imediatamente entregue às autoridades policiais como prova de um suposto monitoramento ilegal. Em nota, a Câmara afirmou que a varredura é essencial para garantir a “segurança institucional” e a transparência dos trabalhos legislativos diante da gravidade da denúncia de espionagem.

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O clima de “arapongagem” em Várzea Grande não é isolado e vem ganhando força desde março, quando um aparelho suspeito também foi encontrado próximo à mesa da prefeita Flávia Moretti (PL). Embora a perícia técnica tenha descartado o uso de escuta no caso da prefeitura, a nova descoberta no Legislativo reacendeu o alerta. O cenário de desconfiança mútua ocorre em meio a uma guerra política marcada pela divulgação de áudios e vídeos comprometedores envolvendo tanto a chefia do Executivo quanto a presidência da Câmara, comandada por Vanderley Cerqueira (MDB).

A Polícia Civil agora trabalha para rastrear a origem do equipamento encontrado e determinar quem teria acesso ao gabinete para realizar a instalação. Enquanto a perícia não conclui os trabalhos, as atividades legislativas permanecem sob cautela, com o prédio isolado para o trabalho dos agentes de contrainteligência. O Ministério Público também acompanha o desenrolar das investigações, que podem revelar uma rede de monitoramento ilegal operando no coração político da segunda maior cidade do estado.

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