OPERAÇÃO ÓRBITAS

Facção suspeita de distribuir drogas no interior é alvo de operação policial

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, entre os dias 12 e 17 de maio, a Operação Órbitas, com ações em Cuiabá e Várzea Grande para combater um grupo criminoso suspeito de atuar no tráfico de drogas e na distribuição de entorpecentes para cidades do interior do estado.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e teve início após uma abordagem policial realizada em Várzea Grande, em maio de 2022. Na ocasião, os agentes apreenderam cerca de R$ 11,3 mil em dinheiro, além de um celular e diversos chips telefônicos, materiais que levantaram suspeitas sobre possível ligação com o tráfico.

Com o avanço das apurações e a análise técnica dos itens apreendidos, os investigadores identificaram indícios da atuação de integrantes de uma facção criminosa envolvidos na logística de transporte e distribuição de drogas em Mato Grosso.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As ordens judiciais foram executadas em endereços localizados em Cuiabá e Várzea Grande.

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Nos imóveis alvos da ação, os policiais apreenderam aparelhos celulares e outros materiais considerados importantes para a continuidade das investigações. Todo o conteúdo recolhido será submetido à perícia.

Segundo a Polícia Civil, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em organização criminosa.

De acordo com o delegado André Rigonato, esta etapa da operação busca atingir a estrutura financeira da facção criminosa, enfraquecendo o suporte econômico utilizado para manter as atividades ilegais.

As investigações continuam e novas medidas judiciais não estão descartadas.

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Polícia desarticula esquema milionário e prende servidor, professor e juiz de paz

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A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (19), duas operações simultâneas em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, que resultaram na prisão de um juiz de paz, um guarda municipal e um professor. As investigações apuram crimes como organização criminosa, estelionato, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos públicos.

As ações, denominadas Operação Eidolon e Operação Falso Mestre, cumpriram sete mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades.

Conforme a Polícia Civil, o juiz de paz aparece como investigado nas duas operações e seria apontado como facilitador dos esquemas criminosos.

A segunda fase da Operação Eidolon investiga um grupo suspeito de desviar veículos apreendidos que estavam sob responsabilidade da administração pública municipal. Segundo as investigações, o esquema contava com a participação de servidores públicos, intermediadores, falsificadores e receptadores.

A polícia apurou que o grupo escolhia veículos com menor possibilidade de recuperação pelos proprietários, principalmente motocicletas com pendências administrativas. Utilizando documentos falsificados e procurações fraudulentas, os investigados conseguiam retirar os veículos de pátios conveniados.

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Ainda segundo a investigação, alguns envolvidos teriam acesso privilegiado a sistemas públicos e ligação com cartórios e procedimentos de autenticação de documentos. Entre os suspeitos está um guarda municipal apontado como liderança operacional do esquema.

Durante a operação, a Justiça autorizou bloqueio de contas bancárias, suspensão de registros empresariais, afastamento de funções públicas e quebra de sigilo financeiro de investigados.

Em nota, a Prefeitura de Sorriso informou que o guarda municipal investigado foi afastado das funções em outubro de 2025, quando surgiram as primeiras apurações, e atualmente responde a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Já a Operação Falso Mestre teve início após uma vítima denunciar que entregou documentos pessoais acreditando estar realizando matrícula em um curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com a Polícia Civil, um homem identificado como ex-professor da vítima teria aproveitado a relação de confiança para aplicar golpes financeiros, realizando financiamentos de veículos sem autorização.

As investigações apontaram fraudes envolvendo dois automóveis, além de movimentações bancárias suspeitas, falsificação documental e tentativas de regularização irregular dos veículos.

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A polícia também identificou indícios de participação do juiz de paz em procedimentos relacionados às procurações utilizadas no esquema.

Os investigados poderão responder por estelionato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos, associação criminosa, corrupção e outros crimes ligados às fraudes apuradas.

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