CRISE NA CÂMARA DE VG

Vereadores acionam a Justiça para suspender pleito da Mesa Diretora marcado para esta quinta

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O candidato à presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lucas Chapéu do Sol (PL), e mais quatro parlamentares ingressaram com um mandado de segurança na Justiça para suspender a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028, convocada para esta quinta-feira (14). A ação, assinada também pelos vereadores Adilsinho (Republicanos), Jânio Calistro (União), Charles da Educação (União) e Bruno Rios (PL), pede a anulação imediata do ato de convocação sob o argumento de que a data viola princípios constitucionais e precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a petição, a eleição fixada para 14 de maio de 2026, com posse prevista apenas para 1º de janeiro de 2027, cria um intervalo de 232 dias entre o pleito e a efetiva assunção dos cargos. Os vereadores sustentam que essa antecipação excessiva rompe com o “liame de contemporaneidade” exigido entre o ato eletivo e o exercício do mandato, comprometendo a representatividade e suprimindo da minoria a janela política necessária para articular uma chapa alternativa.

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A base jurídica da ação reside em decisões do STF com eficácia vinculante que estabelecem o mês de outubro do ano anterior ao biênio como o parâmetro temporal mínimo admissível para a realização de eleições para cargos diretivos nas Casas Legislativas. Os parlamentares pedem a concessão de uma liminar “inaudita altera parte” para suspender a sessão deliberativa marcada para esta quinta-feira, alegando urgência extrema, já que o pleito ocorreria em menos de 24 horas após a impetração do mandado.

Caso a liminar não seja concedida, os vereadores solicitam, de forma sucessiva, que a autoridade impetrada redesigna a eleição para data não anterior a 1º de outubro de 2026. O imbróglio político promete esquentar os bastidores da Câmara de Várzea Grande, que já vive um clima de tensão institucional após denúncias de grampos, suspeitas de compra de parlamentares e embates entre o Legislativo e o Executivo municipal.

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PC caça grampos na Câmara de VG após vereador achar microfone oculto

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A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande suspendeu a sessão ordinária desta terça-feira (12) para permitir que a Polícia Civil realize uma varredura minuciosa em todas as dependências do prédio legislativo. A medida drástica foi tomada após o vereador Bruno Rios (PL) encontrar um dispositivo de escuta ambiental escondido atrás das bandeiras de seu gabinete. A Gerência de Contrainteligência (GECOI) da Polícia Civil foi acionada oficialmente para identificar se outros aparelhos clandestinos foram instalados no plenário ou em gabinetes de outros parlamentares.

O caso que detonou a crise institucional ocorreu durante uma manutenção de rotina no gabinete de Rios. O parlamentar e um assessor localizaram um microfone minúsculo, revestido com fita isolante, oculto em uma canaleta do ar-condicionado. O dispositivo foi imediatamente entregue às autoridades policiais como prova de um suposto monitoramento ilegal. Em nota, a Câmara afirmou que a varredura é essencial para garantir a “segurança institucional” e a transparência dos trabalhos legislativos diante da gravidade da denúncia de espionagem.

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O clima de “arapongagem” em Várzea Grande não é isolado e vem ganhando força desde março, quando um aparelho suspeito também foi encontrado próximo à mesa da prefeita Flávia Moretti (PL). Embora a perícia técnica tenha descartado o uso de escuta no caso da prefeitura, a nova descoberta no Legislativo reacendeu o alerta. O cenário de desconfiança mútua ocorre em meio a uma guerra política marcada pela divulgação de áudios e vídeos comprometedores envolvendo tanto a chefia do Executivo quanto a presidência da Câmara, comandada por Vanderley Cerqueira (MDB).

A Polícia Civil agora trabalha para rastrear a origem do equipamento encontrado e determinar quem teria acesso ao gabinete para realizar a instalação. Enquanto a perícia não conclui os trabalhos, as atividades legislativas permanecem sob cautela, com o prédio isolado para o trabalho dos agentes de contrainteligência. O Ministério Público também acompanha o desenrolar das investigações, que podem revelar uma rede de monitoramento ilegal operando no coração político da segunda maior cidade do estado.

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