TRIBUNAL DO JÚRI

Faccionados são condenados a 76 anos de prisão por matr e queimar corpos de vítimas

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Denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por cometerem dois homicídios qualificados, no município de Rondonópolis, os jovens Raul de Souza Santana e Álvaro Fonseca da Silva foram condenados, cada um, a 38 anos de prisão. As duas vítimas, João Victor Ribeiro da Silva e Janelise Gonçalves Mota, foram atingidas com golpes de faca na região torácica e depois tiveram os corpos carbonizados.

De acordo com denúncia do MPMT, os réus integravam a organização criminosa comando vermelho. Os crimes ocorreram entre os dias 20 e 22 de abril de 2022, em uma propriedade rural localizada na estrada da Galileia, à margem esquerda do rio Tadarimana, no município de Rondonópolis.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese defendida pelo Ministério Público de que os dois homicídios foram cometidos por motivo torpe, com emprego de fogo e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, essa última qualificadora, em relação ao crime praticado contra Janelise Gonçalves Mota.

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Segundo o MPMT, os laudos de necropsia revelaram que no momento da sua morte, ela estava com os membros superiores e inferiores amarrados com cordas e arames, o que teria dificultado eventual defesa. Os réus estão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

A sessão do júri, realizada nesta terça-feira (23), foi presidida pelo juiz Leonardo de Araujo Costa Tumiati e a acusação ficou a cargo da promotora de Justiça Ludmilla Evelin de Faria Sant’Ana Cardoso.

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POLÍCIA

Polícia cumpre prisões em nova fase da investigação sobre morte de Lavínia Gabrielly

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (10), a Operação Véu de Ísis, terceira fase da investigação que apura o assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, ocorrido em maio deste ano, em Poxoréu, a 251 km de Cuiabá.

Ao todo, são cumpridas 5 ordens judiciais, sendo 3 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. As medidas são executadas simultaneamente em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.

Uma das prisões tem como alvo um investigado que já havia sido detido temporariamente durante a segunda fase da investigação, denominada Operação Elo Oculto.

Segundo a Polícia Civil, a nova etapa foi deflagrada após o avanço das diligências realizadas pela Delegacia de Poxoréu. A análise de materiais e outros elementos apreendidos nas fases anteriores permitiu identificar novas informações sobre a dinâmica do crime, a possível motivação e a participação de outras pessoas.

As investigações apontam que o homicídio pode ter relação com a atuação de uma facção criminosa. Lavínia seria suspeita de manter contato com forças de segurança e de repassar informações relacionadas ao tráfico de drogas na região.

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Lavínia foi assassinada no dia 10 de maio, dentro de uma casa noturna em Poxoréu. Segundo as investigações, o suspeito entrou no estabelecimento, efetuou dois disparos contra a cabeça da jovem e fugiu logo depois.

Desde então, a Polícia Civil vem realizando diligências para identificar todos os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.

O nome da operação, “Véu de Ísis”, faz referência ao avanço das investigações e à descoberta de elementos que permaneciam ocultos nas etapas anteriores.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de equipes da Polícia Civil de Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.

As diligências continuam para esclarecer completamente o crime e individualizar a participação de cada investigado. O procedimento tramita sob sigilo.

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