a tiros e facadas

Homem tenta matar 3 pessoas em praça no interior e acaba preso

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Um homem de 36 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante na madrugada desta sexta-feira (13), após tentar matar 3 pessoas na praça Barão do Rio Branco, no município de Cáceres (a 250 km de Cuiabá). O suspeito tentou atirar em uma das vítimas, mas a arma falhou, passou a desferir golpes com a faca.

Segundo informações da Polícia Militar, a confusão começou após uma discussão entre o suspeito e um homem de 44 anos, na esquina de uma lanchonete. Testemunhas relataram que o agressor sacou uma arma de fogo e tentou efetuar disparos, mas o revólver falhou. Na sequência, ele puxou uma faca da cintura e esfaqueou a vítima com 3 golpes, na mão direita, ombro e peito.

Ferido, a vítima correu até a praça e caiu ao solo, pedindo socorro. Populares, que não conseguiram acionar o 190 devido a uma instabilidade no sistema do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), correram até o 6º Batalhão da PM para pedir ajuda. O suspeito ainda correu atrás das vítimas, invadiu um estabelecimento e tentou esconder as armas do crime.

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Além da primeira vítima, outras duas pessoas relataram ter sido ameaçadas com a arma de fogo. A vítima foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional de Cáceres, onde permanece sob cuidados médicos. As equipes policiais se deslocaram imediatamente até o local e encontraram o suspeito detido por um soldado à paisana.

As armas usadas no crime foram apreendidas e o caso foi registrado na delegacia da cidade. O suspeito deve responder por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma.

O caso deve ser acompanhado pela Polícia Civil.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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